OUYA: O console indie
Vale a pena hoje?
Podcast: Play in new window | Download
Transcrição:
Eu não tenho certeza se você conhece esse console que eu tô mostrando aí, mas você conhecendo ou não, esse definitivamente é um vídeo muito necessário, né cara? Se você não conhece, bem, vai passar a conhecer agora, e se você conhece, é interessante a gente conversar um pouco sobre a trajetória do OUYA e o que ele se tornou, né? O OUYA, antes de mais nada, é um console independente. Eu não sei se essa é a melhor definição pra poder colocar ele ali, mas ele é um console feito por poucas pessoas, que teve uma iniciativa em crowdfunding, né? Ele foi um dos maiores sucessos do Kickstarter. E eu fui uma das pessoas que contribuiu, né? Por cem dólares, aí, você podia levar o OUYA. Eu paguei bem mais do que isso porque veio umas belas de umas taxas pro Brasil, mas valeu bastante a pena, foi um console que eu me diverti extremamente aqui, e eu vou passar um pouquinho sobre o que é pra vocês durante esse vídeo, né? Sobre essa experiência que eu tive com o OUYA, sobre o que ele propunha e o que, no fim das contas, ele realmente foi e o que ele é hoje.
Bem, mas como eu disse, o OUYA, ele veio do Kickstarter, né? Ele veio de um processo de crowdfunding e a proposta era muito simples: era você pegar os jogos de smartphone e colocar na tela da TV. E muito do mobile era discutido nessa época, né? Até mesmo a performance dos jogos era algo bastante discutido. O OUYA foi lançado em março de 2013, e o PlayStation 4 e Xbox One foram lançados em novembro de 2013. Então, o OUYA, ele é mais velho que o PlayStation 4 e que o Xbox One. Mas ele rodava jogos de smartphone, né cara? E o Shadowgun ou Dead Trigger são jogos que têm um 3D até bastante pesadinho e meio que dava pra você fazer uma certa comparação ali com o PlayStation 3 e o Xbox 360, que eram 720p, e muitos smartphones aí já tavam começando a alcançar ali o 1080, né? Então, por mais que sejam jogos um pouquinho mais fracos, né, você tem um 3D a 1080, ainda impressiona um pouquinho, e fazia uma certa lógica você pensar: poxa, como seriam esses jogos no meu smartphone na TV? Só que o OUYA não era só isso, né? Além dessa proposta, ele tinha várias outras coisas extremamente interessantes e bem ambiciosas pra um console, né? Como você ter um console totalmente digital, ele não tinha nenhum tipo de mídia física, não tinha CD, cartão de memória, ele era um console 100% digital, algo que era muito falado também, né, que em 2013 as pessoas começaram a descobrir muito forte aí o Steam, que já era um sucesso mega consolidado na época, mas muita gente ainda não conhecia, né? Tava num crescimento, talvez um crescimento maior do que o hoje, né? Mas era muito discutido assim sobre você ter um console totalmente digital.
Fora vários outros detalhes muito interessantes, como você lançar um console e você ter praticamente todo o acervo gratuito ou com uma boa parte dos jogos gratuitos. Era uma das propostas do OUYA, né? Você pagava cem dólares no console e você tinha um acervo de jogos gratuitos gigantesco. Então, você basicamente comprava o console e já tinha muita coisa pra jogar, você não gastava, você não ia ter que gastar trezentos, quatrocentos dólares em um console, depois gastar mais sessenta, cem dólares em um jogo, né? Você comprando o OUYA, você já tinha o console com praticamente todos os jogos gratuitos ou com boa parte deles gratuita, né? Com uma boa parte, boa, seja praticamente completa ali gratuita e com os add-ons pagos, né? A proposta inicial dele era essa. Isso vai ser discutido mais na frente. Então, falando um pouco mais sobre o console, eu comprei ele no Kickstarter e eu fiz um vídeo de primeiras impressões pro Café com Games, que era um site que eu escrevia na época, mas eu achei interessante refazer aí o unboxing. Eu nunca fui muito fã de unboxing, mas eu acho bastante válido fazer nessa questão do OUYA, bem rapidinho, tá? Mostrando um pouco o console e o controle.
Essa aqui é a caixa que veio no Kickstarter, uma caixa toda preta, só tem escrito OUYA aqui, ó que bonitinho. A caixa que foi que acabou sendo vendida nas lojas, ela tinha um apelo bem mais comercial, tinha umas fotos, essa aqui foi a edição do Kickstarter. E assim que você abre ela, vem essa mensagem bonita: “Obrigado por acreditar”, que é basicamente o que simboliza quando você compra um console no Kickstarter. Olha que gracinha, cara. Imagina o olha o tamanho disso aqui em comparação com o do Xbox One ou do PlayStation 4. Por ser um console que só é digital, ele só trabalha com mídia digital, ele não tem por que você inserir um CD, um cartão, ele realmente pode ser pequeno e a própria proposta de ser um hardware de celular, você você consegue realmente trabalhar com uns tamanhos bem interessantes. Ele tem mais ou menos o tamanho de uma caneca. Eu acho um console bastante bonito, tem muita personalidade, sabe? Vem escrito OUYA aqui e aqui em cima ele tem um botão de liga e desliga que fica aceso quando ele tá ligado. A parte de trás é supersucinta, superminimalista, tem um USB só, poderia ter mais de uma, mas eu até entendo, você não precisa necessariamente mais de uma, mas seria bom se tivesse. E aqui do lado, por ser edição do Kickstarter, tem o nome de algumas pessoas que contribuíram, incluindo o primeiro nome ali, o Notch, que é o criador do Minecraft. Curiosamente, nunca recebeu o Minecraft pro OUYA. Por ironia, né, talvez. Esse aqui é o controle. O controle eu vou falar bastante dele, não agora, né, mas durante esse vídeo vou falar bastante do controle, que eu acho que é um dos pontos mais interessantes pra poder ser falados, um dos maiores quantidades de prós e contras. E, tipo assim, sempre a gente fala de console, querendo ou não, a gente fala do controle, né? Porque os consoles basicamente são caixas pretas, né? Mesmo o OUYA tendo bastante personalidade, ele ainda é uma caixinha, e o controle, que é o que você vai ver todo dia, é que realmente importa bastante. Então, ele tem uns fatos bem curiosos. Primeiro: a gente não pode fazer uma comparação tão direta assim com o Xbox One e com o PlayStation 4, e sim com o Xbox 360 e o PlayStation 3, né, que ele saiu durante essas gerações, né? Tanto que ele nem é compatível com o controle de Xbox One, é do 360. E ele tem pontos muito interessantes. O primeiro deles era que o design dele era um design bastante confortável. Diferente do 360, o 360 ele tem aquele calombo aqui da pilha, né? E esse controle, ele usou uma decisão muito interessante pra poder colocar as pilhas, né? Que você tira essas abas aqui e as pilhas elas são colocadas aqui na lateral. Isso dá um equilíbrio de peso muito interessante pro controle, além de ter essas capinhas removíveis que uma das propostas do OUYA, né, era você poder customizar e hackear o seu próprio o seu próprio console, né? E a customização é muito interessante nesse controle, que dá pra você tirar essas tampinhas, e é legal, tipo assim: ah, quero mudar meu controle, é só você comprar tampinhas diferentes, né? Em cores diferentes, eles até vendem no site oficial, ou simplesmente pintar ou customizar da forma que você achar melhor, que é uma ideia bastante interessante, tá? Tem as tampinhas removíveis aqui. E por ele ser um console aberto, segundo eles mesmos tão falando, eles estavam apoiando qualquer tipo de controle alternativo ou de modificações nesse próprio controle. E eles realmente prezaram bastante por isso quando fizeram essa gracinha aqui, olha. Você ter analógicos removíveis. O segundo analógico nunca consegui remover ele, não sei se é só puxando, eu fico com dó de puxar e acabar quebrando, mas eu usava um esse analógico aqui, eu usava o do Xbox 360, eu tinha um controle quebrado de 360 e ele simplesmente encaixava perfeitamente aqui. Ele é um pouco mais alto, tem um grip melhor, então acabava usando o do 360 no lugar do original. É bem interessante também que as pilhas duram um absurdo, né? Você colocava duas pilhas aqui e, cara, eu devo eu nem usava pilha recarregável nisso aqui, eu realmente trocava as pilhas e eu devo ter gasto, tipo, uns dois pares de pilhas em toda vez que eu usei o console, eu usei ele pra caramba. Então, agora eu vou pedir uma reflexão pra você. Dê uma olhada nesse controle. Olhem bem pra ele. Vocês estão sentindo falta de alguma coisa? Pois é. Cadê o Start e Select? Tá, ele tem o botão Home aqui que ele meio que tenta usar como Start algumas vezes, mas cara, o controle não tem Start e Select! What the fuck! Por que eles fizeram um controle sem Start e Select? São só mais dois botões, era tão tecnicamente difícil colocar, sabe? Eles deviam estar tentando economizar botão, eles podiam ter tirado, por exemplo, o RB, que no caso é o botão em cima dos analógicos, tirassem isso aqui e deixassem Start e Select, que raramente a gente usa os botões dos analógicos, né? E ele tem os piores digitais da história dos games. Eu realmente não imagino dando um hadouken com isso aqui, isso aqui ia explodir o dedo. Bem, mas basicamente é isso, tá? Aqui dentro tem só a fonte de energia, ele não vem com HDMI, o que não é necessariamente um problema muito grave, mas pra uma edição do Kickstarter, eu achei ela até bastante elegante, é um console bastante bonito, cheio de personalidade, que definitivamente eles tentaram.
Bem, como vocês puderam ver, o console é muito pequenininho, mais ou menos do tamanho de uma caneca, muito elegante, e o OUYA ele sempre teve uma identidade própria que me deixou muito interessado, né? A gente vê os consoles hoje e meio que são todos realmente parecem muito parecidos, né? Na verdade, vou falar diretamente aqui: o PlayStation 4 e o Xbox One eles são muito parecidos. Claro que tem diferenças bem grandes entre eles, né? Como exclusivos, a qualidade do serviço online e vários outros detalhes assim, mas o cerne, o principal deles, eles são realmente muito parecidos. Eles têm basicamente os mesmos jogos, eles têm hardware bastante similar, a forma de se jogar é muito parecida, o controle, por mais que um seja mais confortável que o outro, ou tenha essa sempre essa guerrinha entre os dois, ainda assim são todos muito parecidos e parece que só a Nintendo tá disposta a arriscar algo realmente novo, né? Como fazer um console com 3D, tela removível, essas coisas que a Nintendo gosta de fazer e que são extremamente necessárias e benéficas pro mercado. É difícil você ver iniciativa de outros meios surgindo, né? Querendo ou não, o Oculus Rift, ele não é um console próprio, né? Ele é um periférico. Então, você ter uma iniciativa de um console com ideias tão diferentes e inovadoras, tão à frente ao tempo, é bastante legal, cara, e o mercado precisa desse tipo de coisa. E é uma das coisas que eu realmente quis apoiar no OUYA, né? Ia ser até uma facilidade muito grande pra portar jogos por ele rodar Android, né? Então, se você tem um jogo ali na store que aceita joystick, ia ser muito fácil você portar ele, né? Pelo menos a proposta original era assim e realmente foi mais ou menos o que aconteceu. Eu mesmo quase me arrisquei a fazer um jogo pro OUYA. Eu não sei onde eu tava com a cabeça! Mas eu mesmo quase brinquei com esse aí, talvez eu até lance porque o console meio que continua ainda na ativa. Bem, tá certo, então acho que em todo esse tempo de falatório já deu pra mais ou menos apresentar pra vocês o que que foi o OUYA, como ele veio e agora vamos ver como ele tá hoje. Bem, o OUYA ele é um hardware de smartphone, mas eu definitivamente não esperava que eles fossem fazer algo assim, ou nem sei se realmente foi proposital, mas sem dúvida ele está bem mais lento do que eu lembro que ele era. Obsolescência pré-programada é quando você tem um produto que está literalmente programado para envelhecer, ele está programado pra ficar ruim depois de um tempo pras pessoas poderem comprar outro. Parece soa como um certo capitalismo selvagem. Eu sei que não é exatamente isso que rola com os smartphones, né? Claro que existe um certo barateamento de tecnologia pra ficar um pouco mais acessível, consequentemente elas deterioram um pouco mais cedo e tal, mas querendo ou não muita coisa que a gente nota realmente é obsolescência pré-programada. Claro que se eu pegar um smartphone de quatro anos atrás ele vai estar muito mais impossível de ser mexido que o OUYA, ainda dá pra você jogar um pouquinho, mas eu senti que a performance do OUYA caiu bastante nesses quatro anos, cara. Diferente de um Wii U, por exemplo, que vai estar a mesma coisa, ou de um Super Nintendo, que nem tem interface, né, é uma comparação meio injusta, mas ainda assim ele é um console que deu uma envelhecida e que eu senti uma queda de hardware nele. O online dele continua funcionando estranhamente muito bem, ainda dá pra você baixar jogos direitinho, fazer essas coisas assim. Bem, mas a minha maior crítica seria principalmente ao controle. O controle do OUYA é um controle que eu sempre apoiei, ele tinha muitos pontos positivos, mas meu Deus, ele tá horrível, cara! O basicamente o analógico tá apertando pra cima sozinho, os botões são bem ruins, bem desconfortáveis, o botão de ombro direito praticamente não funciona mais. É um console que um controle que envelheceu drasticamente. Bem, mas como o próprio OUYA tinha a proposta de funcionar com controle de Xbox 360, ainda dá pra você usar controle de Xbox 360 neles, você pode usar um controle sem fio, é bem melhor. Ainda assim é algo que vale a pena bem ressaltar aí a quem quer se arriscar em comprar um OUYA hoje em dia. Bem, e vocês devem estar querendo fazer pergunta: Kiliano Lopes, vale a pena comprar um OUYA hoje em dia, né? Tô aqui com cem dólares parado e quero comprar um OUYA usado no eBay ou até mesmo novo, eventualmente você acha um OUYA novo por aí. Bem, eu sou um entusiasta, né? Eu sou apaixonado por conteúdo independente, vocês sabem disso. Eu comprei o OUYA no Kickstarter e foi um dos consoles que mais me apaixonei e o mais me diverti, principalmente pelo multiplayer local. Em 2013 não se falava tanto nisso, sabe? A única coisa ligada ao multiplayer local na época era o Nintendo Wii ou Wii U, ele ainda tava dando umas engatinhadas, ele tinha muita coisa de multiplayer local legal, não tanto quanto o OUYA. O OUYA tinha TowerFall, cara. TowerFall ele lançou exclusivo pro OUYA de início, hoje você pode comprar no PC. E nossa cara, as tardes jogando TowerFall de quatro pessoas foram surrealmente divertidas, surrealmente divertidas. E em 2013 o indie ainda tava descobrindo um pouco o multiplayer de sofá, né? Hoje em dia a gente tem um monte de jogo de multiplayer de sofá sensacional, cara. A gente tem desde Mount Your Friends, que é superbizarro, até jogos até bem supercompetitivos como Risk of Rain, né? Competitivos não, né, jogos cooperativos desafiadores aí como o Risk of Rain, tem o Spelunky, sei lá, tem tem vários jogos realmente muito, muito, muito legais de multiplayer local de sofá, né? O Spelunky, ele é até um pouco mais velho, pra falar a verdade, só que ele ainda era um pouco, né? Hoje a gente tem o Crawl, a gente tem o Rocket Fist, que, querendo ou não, ele é bem focado em multiplayer de sofá, tem vários, tem inúmeros jogos de multiplayer de sofá hoje. Mas em 2013 isso não era realmente muito popular e tinha até Flappy Bird de multiplayer de sofá no OUYA, sabe? E o que era muito, muito legal isso. Então, para multiplayer de sofá, nossa cara, poucos jogos me divertiram tanto quanto o OUYA e eu posso falar com segurança que essa é a maior vantagem do console. Não era difícil você conseguir quatro controles de Xbox 360, era até bem fácil, né? Você tendo vários amigos que jogam em PC você acha bastante controle de Xbox 360, era um controle fantástico. Então era fácil fazer um multiplayer local e essa, sem sombra de dúvida, é a parte mais legal dele. Ele também tem uma retroemulação bem legal, né? Se colocar bastante emulador nele funciona muito bem. Só que aí vamos à grande pergunta: Kiliano Lopes, vale a pena comprar um OUYA hoje? Não. Não vale a pena. Praticamente tudo que o OUYA propõe eu consigo te falar uma versão mais barata e mais interessante do que a própria ideia do OUYA, né? Por exemplo, se o seu lance for multiplayer de sofá, como eu falei anteriormente, cara, o que realmente vai te divertir é você jogar no PC. Bem, pega o notebook ou seu próprio computador, liga ele no HDMI da TV quando você for receber seus amigos. “Ah, Kiliano Lopes, mas isso dá trabalho”. Tá, mas eu acredito que você não vai receber amigos em casa pra jogar com muita frequência, né? Uma vez pro final de semana. Quando isso acontecer, então vale a pena, leva o notebook pra sala, pluga ele no HDMI. Querendo ou não, você vai achar amigos ali que têm controle de Xbox One ou Xbox 360 ou controles vagabundos de quinze reais, sabe? O controle do Xbox One não funciona no no no OUYA, né? O OUYA não aceita controle de Xbox One. Controle de Xbox 360 e do PlayStation 3 ligado direto no cabo e deve aceitar alguns controles piratas aí, mas o do One ele não aceita. Controles mais modernos ele não deve aceitar também. Bem, e o PC aceita tudo, né cara? E quando a gente fala de multiplayer de sofá, as melhores alternativas que a gente tem hoje, que são jogos independentes que, que querendo ou não me desculpem, mas Triple A não faz mais nada pra multiplayer de sofá, eventualmente jogo de luta faz isso, mas é só. E como eu já citei vários aqui, todos os jogos independentes que eu citei aqui eles têm uma versão pra PC, você pode comprar no Steam mais barato. Então, pluga seu computador na sala, joga multiplayer de sofá enquanto um amigo seu traz o controle do Xbox que ele traz de casa, o outro traz o controle do PlayStation 4 que ele traz de casa, o outro cara que não tem nenhum videogame vai no camelô e compra um controle de quinze reais e joga, sabe? O PC, ele acabou sendo definitivamente a melhor alternativa pro multiplayer de sofá. Retroemulação: “Ah, quero comprar um OUYA pra gente poder poder jogar jogo velho, né? Jogo de Super Nintendo, jogo de, sei lá, PlayStation 1”. Então eu apresento o Raspberry Pi. Raspberry Pi, ele é um microcomputadorzinho de trinta dólar, trinta dólar, trinta e cinco dólar você consegue comprar ele. Ele ainda precisa de mais algumas coisas, né? Mas cara, ele é um brinquedinho poderoso, cara! Ele roda jogo de PlayStation 1 sem muito problema. O Raspberry Pi, ele é um microcomputadorzinho que roda Linux, ele roda as coisas do cartão SD. Tem um sistema operacional chamado RetroPie e outro chamado Recalbox, que são focados em retroemulação. Então, eles vão funcionar exatamente como se fosse um console. Você vai plugar um controle USB nele e ele vai ligar e você vai, sem precisar de um teclado nem de nada, poder escolher entre os jogos. Dá um trabalhinho configurar? Dá. Mas se você não quiser ter trabalho, você ainda pode comprar um cartão SD com todos os jogos instalados. Querendo ou não, tem alguns aí que vendem tudo pronto, sem muita dor de cabeça, por oitocentos reais no Mercado Livre e, querendo ou não, é mais barato que você comprar um OUYA aqui no Brasil. Você compra aí no no Mercado Livre aí por RetroPie ou por Recalbox ou algum assim, ou Infunto, né, que é um console basicamente isso que eu falei, eles colocaram o nomezinho nele. Tem um cara chamado Hercules Games, um lance assim também que ele faz isso, é bem legal. Eu montei um fliperama com com Raspberry Pi. Eu tenho fliperama aqui em casa que eu mesmo montei, sabe? De entusiasta mesmo. E cara, querendo ou não, jogos de fliperama muito deles aceitam quatro players e pronto: você tem o multiplayer de sofá. Você pode jogar Bomberman de quatro pessoas, você pode jogar centenas de jogos aí de fliperama com quatro pessoas, né? Só que a mensagem que eu quero concluir esse vídeo é pra falar um pouco de um do que eu acho que talvez tenha sido uma das iniciativas independentes mais importantes que a gente teve nos últimos anos e que muita gente simplesmente criticou cegamente, sabe? É uma coisa que eu vejo muito também acontecer com a Nintendo. A Nintendo comete muitos erros, lógico, só que alguns erros que ela comete outras empresas também cometem e a galera pega um pouco mais pesado com ela. E ainda assim, cara, depois que você vê que algo deu errado, é fácil você ir lá e criticar, sabe? Mas eu quero ver alguém tomar uma postura de tomar a iniciativa de fazer algo diferente em um mundo que tudo acaba indo muito no reciclado, sabe? Tudo às vezes segue muito uma certa fórmula. A gente vê muito isso no cinema, por exemplo, né? Muitos filmes de sucesso aí simplesmente seguem uma formulinha e entregam o que propõem, fazem quatro, cinco, seis vezes mais de lucro do que o filme custou e é isso aí e o barco anda. Só que isso não muda nada, sabe? Ideias mudam coisas. Ideias diferentes, iniciativas diferentes mudam coisas. Então é muito fácil você chegar e criticar a Nintendo no lançamento do 3DS por arriscar em fazer um portátil com 3D, e realmente não deu muito certo. O 3DS é um console hoje sensacional, mas não é por causa do 3D, é por causa de vários outros fatores. Mas é muito fácil simplesmente chegar e criticar e falar que isso e aquilo que foi uma burrada. Mas cara, ok, agora eu quero ver as pessoas tomarem uma iniciativa de fazer algo totalmente diferente. Querendo ou não, se você analisar o PlayStation Vita, por exemplo, a maior ousadia dele foi ter colocado um touch atrás do controle, que, tipo ok, tudo bem, né? Mas ok, mas isso aqui não é pra falar desse tipo de console, né? A gente tá aqui pra falar do OUYA, que eu apresentei tantas ideias diferentes que esse console tem, sabe? Além dele ter uma identidade tão diferente e tão própria, e ter uma proposta tão diferente, né, de ser um console totalmente online, dele rodar Android, e dele ter ideias diferentes, por mesmo não terem realmente dado certo, né, como a ideia de você comprar o console e ter todos os jogos grátis, isso é uma tremenda de uma ousadia quando você vai falar com os desenvolvedores: “Ah, você vai portar o seu jogo, mas ele tem que ter uma versão grátis”. E a gente sabe que como é que isso costuma funcionar: normalmente quando tem uma versão gratuita o cara vai ficar nela sempre e raramente vai gastar dinheiro com aquilo ali quando puder, né? E isso é meio brochante assim pro desenvolvedor, né? Mesmo assim, o OUYA tem mais de mil jogos, sabe? E desses mil eu garanto que pelo menos uns quatrocentos você vai conseguir jogar eles completamente grátis, o que é bem legal, sabe? Realmente funcionou, eles fizeram a proposta e deu um pouco certo. Eles mudaram um pouco a ideia no no fim das contas, realmente o OUYA hoje tem jogo pago de de quinze dólares, mas isso é bastante legal. E você ter uma iniciativa assim independente, e ele ter alcançado oito ponto cinco milhões de de faturamento no Kickstarter, de ter conseguido criar uma identidade e de ter arriscado em fazer algo diferente, cara, isso definitivamente não tem preço, isso é realmente muito legal, deve ser apoiado, deve ser incentivado. E a gente tem que dar uma colher de chá pra quem realmente toma esse tipo de iniciativa, sabe? Hoje é muito fácil você pegar ideias já prontas e simplesmente reciclar, fazendo uma versão mais ou menos parecida com o que já tem, sabe? Mas você realmente tomar iniciativa de fazer um console barato, com a proposta diferente, é definitivamente único. Bem, eu vou voltar a guardar o meu OUYA na caixinha dele. Eu sou um cara que não tem apego material algum com videogame. Muita gente vai discordar de mim, mas cara, terminei comprei o jogo em mídia física, terminei o jogo, eu vendo, ou empresto. E depois que a pessoa me devolver, eu vendo, sabe? Eu não tenho nenhum console que eu já tive guardado. Eu tive um Nintendo Wii, vendi; Wii U, vendi também. Praticamente todos os jogos físicos que eu já tive também já vendi, mas o OUYA eu não tenho coragem de vender, sabe? Eu definitivamente não tenho coragem de vender. Eu não sei, eu sinto que eu fiz parte de algo, sabe? Até porque ele é uma versão do Kickstarter, né? Eu sinto que eu fiz parte de alguma coisa ali e eu fico com um certo, eu não sei, eu me sinto um pouco importante. Eu acho que aquela mensagem de “Obrigado por acreditar” é mexeu um pouquinho comigo, talvez. Bem, mas quero terminar esse vídeo com essa mensagem: que não tenham medo de arriscar. Mesmo se não forem vocês que estejam colocando em risco, sempre quando vocês veem uma ideia nova, uma ideia ousada, evitem de encher a mão de pedras e torcer para que aquilo dê para que isso dê errado. Eu conheço meu público, eu conheço vocês que assistem o vídeo e eu sei que noventa e nove ponto nove por cento de vocês não definitivamente nunca fizeram isso. A galera do meio independente normalmente tá sempre aberta aí a novas ideias e novas propostas, né? Mas eu deixo um recado pra quando vocês verem alguém criticando muito fortemente uma ideia diferente. Aquela ideia talvez não realmente não dê certo, mas talvez ela prove um ponto ou talvez ela influencie o que tá por vir, sabe? E nem leve o crédito por isso, mas ainda assim definitivamente tem o seu valor, sabe? O Virtual Boy teve lá o seu valor da Nintendo. Eu não sei, não quero muito falar da Nintendo aqui. O Nintendo Switch tá pra sair, eu também tô no hype, acho que é por isso que eu tô falando tanto. Bem, e é isso, por favor, se vocês gostaram, compartilhem o vídeo, deem like, façam essas coisas assim que eu não costumo pedir muito, mas eu acho que eu vou ter que começar a pedir. Se vocês gostaram mais de vídeos como esse, de eu abordando algumas coisas mais obscuras, fazendo vídeos um pouco mais longos e mais explicativos, se vocês gostaram do formato, por favor, deem like, compartilhem, se inscrevam, façam essas coisas. Então, muito obrigado e até a próxima!
Descrição do Vídeo
Apoie o canal
https://apoia.se/indies365
http://www.patreon.com/365indies
Animação da marca por Mateus Silva
Acesse: http://365indies.com
Veja a lista completa dos "365 Indies que você tem que jogar":
http://365indies.com/lista/
Inscreva-se no Canal :D
Curta: http://www.facebook.com/365indies
Siga: https://twitter.com/365indies
Entre em contato pelo e-mail:
contato@kiliano.com.br
Dúvidas?
Acesse: http://365indies.com/faq
Quem está por trás do 365 Indies:
Kiliano Lopes, web designer, Governador Valadares - MG