O que está afastando elas?

15 de maio de 2017

Transcrição:

Mais ou menos no final de abril de 2017, vários portais de notícias anunciaram o resultado da Pesquisa Game Brasil 2017, que é uma pesquisa organizada por três instituições até bastante conhecidas aqui no Brasil, principalmente a ESPM, que elas falam um pouco sobre o cenário de mercado, do mercado de games atual. Na verdade, fala sobre o comportamento dos gamers, né? Quem são eles, quais plataformas que jogam mais e cruzam algumas informações bastante interessantes. O caso é que essa pesquisa pode até ter alguns fatores um pouco contestáveis, como por exemplo a amostragem, né? Uma pesquisa que foi, que teve 3000 pessoas de amostragem para poder definir o comportamento de um país inteiro, eu acho que foi um pouquinho pequena. Mas não é sobre isso que é este vídeo, né? Na verdade, esse vídeo ele é mais sobre o feedback de várias pessoas desses portais de notícias, né? Vários comentários que vieram desses portais anunciando o resultado dessa pesquisa, que tentaram desfavorecer um dos pontos mais interessantes, que é o fato das mulheres serem a maioria entre o público gamer agora. Desde o ano passado, inclusive, que segundo a própria pesquisa, em 2016, 52,6% desse público era meninas, e esse ano cresceu 1%, né? Então a gente tem 53,6% do público gamer como mulheres e 46,4 desse público como homens. E acabou vindo vários comentários muito tóxicos de pessoas muito inseguras falando que esse número só era assim por causa do mobile, que “ah, se tirasse o mobile dali”, que “mobile não vale como game”, “jogo de celular não vale como game”, então que se tirasse o mobile dali, as meninas estariam como minoria. Inclusive muita gente falando que não vê menina em comunidade gamer e essas coisas assim. Sendo que, na verdade, eu realmente dei uma bela de uma estudada nessa pesquisa, achei vários pontos interessantíssimos e talvez o principal deles seja que a diferença entre as meninas que têm o mobile como fonte principal de jogo não é tão diferente assim dos homens, tá? Segundo a própria pesquisa, 85% das mulheres que responderam jogam no mobile contra 69,4% dos homens que responderam também jogam no mobile. É uma diferença ali de mais ou menos, arredondando aí, de uns 15,5%. É uma diferença relativamente até bem expressiva, só que as pessoas gostam muito de falar que “ah, mulher tá aí por causa do mobile”. Cara, as mulheres, elas jogam em 85%, os homens têm só 15% de diferença. Cara, é basicamente uma diferença muito pequena, principalmente se a gente comparar com o uso do computador, né? Que os homens é 71,4 contra 69,4. Uma diferença só de 2%, por causa de 2% o computador está na frente. Só lembrando que, por mais que os homens ainda joguem muito em console, o mobile ainda é mais do que o console. E olhando até a própria pesquisa, 54% dessas pessoas se consideram unicamente casuais, incluindo aí uma média entre homens e mulheres, e uns 20 e poucos por cento, quase 30 ali, se consideram os dois, né? Que joga tanto casual quanto hardcore. Mas a real diferença que tá em cima de tudo isso é a questão do videogame, que é o console, o PlayStation 4, Xbox One e Wii U, que é o que estava rolando na época da pesquisa, né? No começo de fevereiro, que é mais ou menos ali uma diferença de 26%. 60,6% dos entrevistados homens jogam em console contra 36% das mulheres. É uma diferença bastante expressiva, né? Olhando aí que o jogo de computador não é necessariamente jogos não casuais, né? A gente tem muito jogo em Flash e outros jogos mais casuais assim, o que coloca mais ou menos que jogar no computador não é necessariamente jogar jogos não casuais. E se tem uma coisa que essa pesquisa pode mostrar é que tem alguma coisa acontecendo que está afastando as meninas dos jogos não casuais. Eh, cara, querendo ou não, 26% é uma diferença muito expressiva de homens que estão nos consoles de meninas que estão nos consoles. Então eu resolvi trazer algumas amigas aqui para poderem falar um pouco sobre as experiências delas jogando jogos não casuais e experiências delas no mundo gamer em geral.

Oi gente, aqui é Gizmael, eu sou repórter aqui na TV Cabo Branco, na Paraíba. Desde sempre jogo videogame, enfim. Eu comecei acho que como muita gente, jogando nas LAN Houses. E desde cedo eu era questionada em relação à minha habilidade ou falta de habilidade nos games que envolviam múltiplos jogadores, como CS, por exemplo. E não pelo fato de eu ser nova, porque tinham caras muito mais novos do que eu, mas sim pelo fato de eu ser mulher. E aí eu meio que construí essa capa meio antissocial em relação a games com pessoas desconhecidas e eu não queria ter que provar nenhum ponto, então eu comecei a desenvolver meu lado gamer solitário ou local, né? De jogar com pessoas na minha casa ou de jogar com amigos que eu conheço e evitando de fato esse contato com desconhecidos, para não ser julgada por não querer ter minhas habilidades questionadas e por saber que eu ligo muito para isso, que eu não consigo ignorar o tipo de coisa. Então esta é minha vida de gamer solitária ou com pessoas que eu conheço de fato.

Meu nome é Marina, eu tenho 22 anos, eu jogo jogos no computador desde cedinho, assim, não muito cedo, mas eu já tô acostumada com isso há um tempo. E como aqui em casa sempre teve tanto dessa política machista de algumas coisas e menina não pode algumas coisas e menino pode, então algumas abordagens em jogos eu aprendi a deixar pra lá, do tipo um cara querer menosprezar um gameplay porque você é mulher. Eu aprendi a relevar. Se eu achar que aquilo é, que eu fui mal mesmo, vou falar “pô, que pena, eu fui mal”. Ou então já aconteceu também do cara tipo querer questionar “você é menina?” e eu, tipo, sabia que não ia fazer diferença se eu fosse menino ou menina, então eu falei “não, sou homem”. Aí o cara já mudou de postura, tipo… E infelizmente isso acontece, né cara? Fazer o quê.

Olá pessoal, eu sou a Paula, mas eu prefiro muito mais ser chamada de Dark. Tanto que meu nickname é sempre Dark nos jogos online por dois motivos muito claros. O primeiro: de antemão, antes de eu pensar em jogar online, eu sabia que esse mundo era dominado por homens e as mulheres sofriam muito assédio. Então, pra evitar isso, eu me decidi colocar um nome bem ambíguo pra não ter conversas não solicitadas, solicitações de amizade também. Eu queria fazer tudo por mérito meu. E o segundo motivo muito importante é que eu me considero agênero. Isso também me ajudou na minha própria identificação tanto como gamer como pessoa.

Oi, meu nome é Thaís, adoro videogame, adoro jogar mobile, PC, console, mas eu confesso que eu tenho problema em jogar coisas online. Por quê? Porque eu sei que eu não sou uma boa jogadora e eu vou fazer muita besteira quando eu tô jogando, principalmente porque eu não pratico justamente porque eu tenho vergonha. É tipo um ciclo sem fim, né? Das coisas. Porque se eu for lá jogar e eu for com um nickname, por exemplo, ambíguo como é o meu, que eu jogo como Lacanno, as pessoas já vão me xingar, tipo “ah que jogador ruim” e aquelas coisas todas, né? Mas se eu disser que eu sou mulher, eles vão dizer que eu jogo mal porque eu sou mulher. Eu meio que evito jogar por essas coisas. Eu só jogo coisas online quando eu estou jogando com os meus amigos, que eu já sou amiga deles, então eu sei que por mais que eu seja noob eles vão ter paciência comigo e eles sabem que eu sou ruim não porque eu sou mulher, mas é porque eu não jogo muito. Então por isso eu evito jogar coisas online com pessoas estranhas.

O maior problema que eu encontrei jogando jogos online é que as pessoas elas não julgam você pela maneira como você joga quando elas descobrem que você é mulher. Elas te julgam por ser mulher. Então se você fizer algo errado que um jogador normal faria, o peso da sua ação errada é muito mais forte. Então todo mundo fica contra, você joga mal porque você é mulher. Quando eu jogava, por exemplo, Ragnarok ou RF Online, eu evitava falar que era mulher. Eu jogava muito sozinha ou jogava somente com pessoas que eu já conhecia, tipo amigos de longa data e tudo mais. Essas pessoas em geral, tipo elas não deixavam vamos falar assim pessoas tóxicas se aproximarem. E eu conseguia me afastar das pessoas tóxicas.

Oi, meu nome é Natália, eu tenho 28 anos e meu primeiro jogo da vida foi Bobby’s Going Home, do Atari. Eu não sabia que, na verdade, o protagonista era um menino, eu fui descobrir isso anos mais tarde. E o fato de eu achar que era uma menina foi decisivo para que ele se tornasse um dos meus jogos favoritos de Atari. Então, representatividade realmente importa muito pra essa questão de afinidade com o jogo. Hoje em dia eu jogo Overwatch. Eu adoro a representatividade que o jogo tem em questões de gênero, de sexualidade e de etnia. E eu já escrevi até um texto pro Nó de 8 falando sobre o assunto.

Meu nome é Carla e, na verdade, eu não jogo online porque eu não tenho motivos para acreditar que a minha experiência na comunidade seria boa. Dadas as experiências que eu pude ter jogando em LAN house e das referências que a gente tem cotidianas, no trânsito que seja, você nunca tem uma boa receptividade do que você tá fazendo. Você sempre tem que se provar mais que qualquer homem para conseguir ganhar respeito, para ser bem tratada. Então, eu acho que eu não me divertiria, não me vejo me divertindo e é por isso que eu não jogo online, eu não me sinto acolhida, eu não me sinto bem-recebida.

Oi, eu sou a Ana, eu trabalhei por alguns meses numa loja de videogames aqui em Campo Grande, onde a maioria dos clientes são homens. Muitas vezes esses clientes pediam para não serem atendidos por mim, por acharem que eu não tinha tanto conhecimento sobre o assunto quanto os vendedores meninos. E até chegaram a fazer algumas brincadeiras para zombar de mim como “ah, você é mulher, você não entende tanto de videogame quanto o seu amigo ali”, “você não entende jogos de tiro”, “como que você sabe que esse é melhor do que aquele outro se você é mulher? Você não deve jogar esse tipo de jogo”.

Meu nome é Charlotte, eu sou casada com o Rick e nós dois somos gamers. Eu jogo desde os 6 anos por influência do meu pai que era um gamer. Aprendi a jogar no Atari, depois disso eu tive vários consoles e sempre foi single player. Frequentei fliperamas também, sabe? Meu primeiro contato com jogos online foi no Counter-Strike e no GunBound, mas a rage e o preconceito veio quando fui boss numa equipe de CS que só tinha homens nas competições dos Corujões. No World of Warcraft eu já vi coisas do tipo “ah nunca vi menina jogando” e perguntas do tipo “você é gostosa?”. No Overwatch eu já recebi inúmeras mensagens do tipo “cara, você joga bem”, “mano, você é ótima”, “man, tu é foda”. Mas quando eu conto que eu não sou nem cara, nem mano, nem man, que eu sou uma garota, são pouquíssimos os que continuam na party comigo.

Bem, esses foram alguns dos depoimentos que eu recebi quando eu perguntei para algumas meninas sobre coisas que poderiam afastar elas dos jogos não casuais. E cara, vou te falar aqui com uma certa segurança que praticamente todas as mulheres têm alguma história de assédio ou alguma história que o gênero delas foi algo influente para uma experiência negativa com videogame. Cara, é sério, 100% das pessoas que eu comentei têm alguma história sim, sabe? Nem que seja, algumas têm histórias muito absurdas, outras têm histórias mais leves, mas ainda assim todas elas têm alguma história em que o gênero delas foi um fator fundamental para uma experiência negativa. Bem, eu tenho um público bastante pequeno, não tenho muitos views nem muitos inscritos, então eu meio que posso dar o pequeno luxo de falar que eu conheço o meu público. E por um lado eu fico feliz em ver que a gente não tem comentário machista, que eu já apresentei vários jogos com um questionamento social interessante, né? Teve aqui, apresentei um jogo até que eu tentei traduzir para o português que eu não lembro o nome, mas ele fala exatamente sobre diferenças de gêneros em entrevista de emprego. Já apresentei aqui o Dys4ia, que é um jogo feito por uma menina trans. Já apresentei aqui o Amanda Sparks on The Shade Forest, que é um jogo feito por uma drag. E eu sempre tive comentários muito carinhosos, né, com os desenvolvedores e com o trabalho deles. Então, isso me dá por um lado um certo orgulho do meu público e, né, é sempre bom salientar que por mais que não pareça que essa crítica vá atingir você por você não ser uma pessoa que reproduz esse tipo de machismo, esse tipo de comportamento, sempre é válida uma autocrítica, sabe? Isso vale para todo mundo. Porque o machismo é algo que está tão forte assim na nossa sociedade que por mais desconstruídão supostamente que o cara seja, ainda ele comete vários erros e várias falhas ali, às vezes de esperar pouco de meninas gamers ou até mesmo na BGS, né? Quando você vê uma menina no stand, você já presumir que ela não faz parte do desenvolvimento e que ela está ali pelo marketing ou alguma coisa assim. É um tipo, um pequeno tipo assim de machismo que vale uma autocrítica e vale uma autodesconstrução aí. Obviamente isso também vale para mim e principalmente para mim. Então eu quero concluir este vídeo falando um pouco sobre o conceito do que é de fato ser um gamer. Fazendo um paralelo aqui com o cinema, quando uma pessoa se declara um cinéfilo ele simplesmente está querendo dizer que ele gosta muito de cinema e que ele assiste filmes que passam à margem, né? Filmes que ficam bem à margem aí do que o cinema mainstream chega. Só que não existe nenhuma regra de fato para uma pessoa ser considerada cinéfila. Não existe uma regra de quantos filmes eles têm que ver por ano e desses filmes que você tem que ver por ano quantos deles têm que ser nacionais, quantos deles têm que ser iranianos, quantos deles têm que ser independentes. É só uma questão construída pela sociedade. Assim como o próprio conceito de gamer. Qualquer um pode se declarar um gamer. Diferente de cinéfilo, né, que cinéfilo é diferente de você só gostar de cinema, o que é de fato um gamer, o que é considerado um gamer pelas pessoas e pela sociedade é algo muito abstrato. Mas pelo menos de entendimento pessoal, se você sei lá, vamos pensar aqui no pressuposto mais simples possível que é você pesquisar o que é um gamer no Google, você vai dar de cara com a descrição da Wikipédia que é basicamente para falar que é quem passa seu tempo livre jogando videogame ou aprendendo sobre jogos, que é uma descrição bastante genérica, né? Não existe um de fato uma categoria ou uma carteirinha gamer de quantos jogos você já zerou ou deixou de zerar. E é bom deixar uma contestação que existem tipos diferentes de gamer. Se a gente for realmente colocar na balança quem é gamer e quem não é, vamos por exemplo partir de alguns pressupostos. Imagine que tem uma pessoa que joga um jogo, apenas um jogo. Joga LoL, joga Dota ou joga Overwatch ou joga FIFA. Só que essa pessoa ela tem um aprofundamento tão absurdo nesse jogo, ele tem, eu conheço pessoas que têm 3000 horas de Dota, sabe? Eu ou eu me considero um gamer, eu gosto muito de videogame, mas cara, o jogo que eu mais tenho horas eu acho que não deve passar de 200 horas, sabe? 200 horas não é lá uma marca muito grande não. Eu conheço pessoas que têm não sei quantas mil horas em vários jogos. A minha esposa ela tem sei lá 700 horas de Overwatch, cara. É muito mais horas do que qualquer outro jogo que eu já tenha. Isso torna ela mais gamer ou menos gamer do que eu? Você gostar de jogos mobile não te torna menos gamer. Inclusive a galera que fala mal de jogo mobile não joga jogo mobile. Eu posso fazer uma lista enorme aqui de jogos fantásticos que são mobile. Inclusive nesse vídeo eu já tô apresentando só gameplay de jogos mobile como Horizon Chase, que é um jogo brasileiro maravilhoso. Tem Monument Valley, que é um tremendo jogo cultuado que ele é apenas para mobile e que vale muita a pena dar uma conferida e que dá surra em muito outro jogo aí de desktop e console. Se você é um YouTuber que joga seus jogos no easy e quer fazer um livro o que é um gamer e como me tornei um, você também pode fazer isso cara, não é problema nenhum porque não existe um selo falando o que é de fato um gamer. Um gamer basta você gostar de videogame e é mais ou menos isso que a pesquisa tenta retratar. Que é simplesmente se você joga videogame ou não, independentemente meio que do que você joga, né? Se for um jogo eletrônico já tá valendo. Então ele não especifica exatamente qual é a plataforma, quanto você joga de cada jogo, quantos jogos você zerou, quantos jogos você platinou porque existem várias facetas aí do que é de fato ser um gamer. Eu particularmente posso considerar que um gamer é um cara que produz conteúdo sobre game, né, que jogar não é o suficiente, ele tem que produzir um conteúdo sobre. Ou eu posso ir além, eu posso falar que gamer é o cara que já fez um jogo algum dia, sabe? Eu tenho essas várias etapas aí que eu posso julgar uma pessoa em ser gamer ou não. E isso não é absolutamente relevante em momento nenhum porque não existe um martelo, não existe uma definição correta do que é de fato ser um gamer. Então é bom deixar muito claro que o que é um gamer para a pesquisa que foi realizada é simplesmente uma pessoa que joga videogame. E é só isso que a pesquisa tá querendo retratar. Nada mais. Se você tem uma contestação ou uma opinião pessoal do que é um gamer ou não, eu posso não ser um gamer para a sua para a sua opinião pessoal do que é de fato um gamer. E do fundo do meu coração eu não me importo porque o que eu mais gosto é jogar videogame. Simples assim. Então antes de mais nada eu agradeço todo mundo que acompanhou o vídeo até aqui. É um vídeo bastante longo. Igual eu disse, as pessoas que acompanham meu canal elas são pessoas muito carinhosas, né? Já apresentei jogos que que eu fiquei com medo de dar opiniões divergentes assim, mas ainda assim eles são importantes de serem apresentados e eu só recebi comentários positivos e carinhosos. Mas eu acho que esse vídeo é um vídeo interessante para ser compartilhado e exatamente para poder atingir a opinião de algumas pessoas que talvez precisem ouvir essa mensagem. Então eu peço, por favor, compartilhem este vídeo. Eu vocês sabem que eu raramente peço isso, né? Mas este vídeo em especial eu acho que ele tem uma mensagem que ela se estende para além do público do meu canal e que vai ser muito interessante que essas pessoas escutem uma mensagem. Então é isso gente, muito obrigado por estarem até aqui. Um agradecimento especial a todo mundo que ajuda o canal, os patrons e tudo mais. Obrigado e até a próxima.

Descrição do Vídeo

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Link da Pesquisa:
https://media.wix.com/ugd/29fc6b_bcd70218d1e94cd1ac6dc714e7f8f443.pdf

Jogos mostrados no gameplay:
Horizon Chase:
http://www.horizonchase.com/

Monument Valley:
http://www.monumentvalleygame.com/

Rymdkapsel:
http://rymdkapsel.com/

Two Interviewees:
https://maurovanetti.itch.io/2i

Efi Oladele, Orisa e Representatividade em Overwatch (Nó de 8)
http://nodeoito.com/representatividade-overwatch/

Uma pancada de jogo mobile maneiro:
Limbo
The Walking Dead (telltale games)
Pixel Dungeon
Horizon Chase
100 Rogues (ios)
Legend of Grimrock (ios)
The Room
Super Hexagon
Frozen Synapse
Uniwar
Canabalt
Rymdkapsel
World of Goo
Monument Valley
Amanda Sparks on The Shade Forest
Knights of Pen & Paper 1 e 2
Reigns

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