[first] Entrevista com Amora (MiniBoss) – [parte #2]

2 de setembro de 2015

Transcrição:

Kiliano Lopes: E eu estou de volta aqui com a Amora pra gente poder falar um pouco mais sobre como começar nesse fantástico mundo dos joguinhos, né? Quem quer, quem quer fazer os seus joguinhos aí, seja pra poder descolar uma grana, ou seja só de sacanagem, né? Só de por pura diversão. Ah, primeiro vamos falar pra aquele cara que quer, ah, começar com os seus joguinhos descompromissados, que quer, sei lá, baixar algum software e brincar. Você tem alguma dica pra esse pessoal que quer começar descompromissado assim com gamedev só que, ah, não sabe-se lá Deus por que ainda não começou?

Amora: Hum, eu acho que depende do que a pessoa tem facilidade pra fazer, do que ela gosta de fazer, né? Se ela desenha, anima e tal, eu acho que seria legal ou se juntar com alguém que tem um pouco mais noção de programação, ou pegar algum programa que realmente não exija tanta programação, que nem eu fiz com o RPG Maker, ou então usar o Ren’Py, né, pra fazer uma visual novel. Ah, pra quem gosta de programar um pouco mais, mas também não programa tão bem assim, tem inúmeras engines, inclusive o GameMaker Studio que tá muito foda, assim. Eu tô aprendendo a mexer nele e tá sendo até que bem tranquilo. Eu acho que recurso não falta, assim, tanto de coisas gratuitas ou muito baratas quanto de tutorial, né, vídeos no YouTube, ah, tutoriais na internet sobre todos os aspectos do desenvolvimento de um jogo. E acho que o Pixel Prospector acaba sendo uma parada meio que obrigatória, assim, porque lá tem lista de tudo que você pode precisar fazer seu primeiro jogo. Pixel Prospector é um site que ele, ele acumula listas, assim. Então, por exemplo, lista de sites sobre game design, lista de sites com sons gratuitos pra você usar, lista, sabe? Ele é muito próprio pra quem tá começando e tá procurando recurso. É um lugar que junta tudo isso. Feito por um cara chamado Simon, não sei o sobrenome dele, ele só se chama de Simon, mas é, eu acho obrigatório assim pra quem tá começando dar uma boa fuçada no Pixel Prospector.

Kiliano Lopes: É uma boa dica. Eh, eu não conhecia até, vou até dar uma fuçada aqui e…

Amora: Ah, você vai gostar.

Kiliano Lopes: Ah, eu vou, cara. Eu gosto, às vezes eu gosto de ficar fuçando também assets prontos, né? Ah, pro cara que… pô, tem um joguinho bem legal aí que eu comprei ele recentemente que é o Delver. Não sei como se pronuncia. Mas ele é um roguelike em primeira pessoa e ele é tipo um FPS assim normal mesmo, só que com a temática medieval e tem aquela coisa gostosa do roguelike de você achar um milhão de itens e ser meio que lidar ali com o que a sorte te dá e tal. E a primeira versão dele, ele foi feito com aqueles assets super comuns, cara, do Realm of the Mad God, alguma coisa… Eu não lembro. Tem um jogo bem conhecido que usa esses assets gratuitos aí.

Amora: Ah, sei qual é. Acho que sim.

Kiliano Lopes: Sabe qual é? Que tem um, é tipo um maguinho, um guerreirinho assim feito com pixels muito gigantes, assim. E eles, e o cara fez o jogo todo usando esse asset e depois que o jogo deu uma engrenada assim ele chamou um ilustrador e refez os gráficos e trocou depois e dá pra fazer isso, cara. E não é tão difícil assim. Então se você não é ilustrador e é mais pegado pro lado da programação, na verdade eu até recomendo assim, se você não for nenhum dos dois, se você não souber desenhar e não souber programar, cara, o RPG Maker é um bom lugar pra começar, né? Que você não tem que esquentar com nada, é realmente só você montar sua historinha ali e pronto, e já você já fica tendo algumas noções ali de como é que você faz uma coisa orientada ao objeto, né? Ah, a gente conversou lá no primeiro vídeo sobre como é que você foi mont… levar isso de uma forma mais profissional, né? Você tinha falado que era uma coisa mais meio banda de garagem, né?

Amora: É, no meu caso assim não teve um momento onde a gente falou “nossa, vamos trabalhar com isso então, vamos”, sabe? “Ah, vamos montar empresa”. Não, foi, foi acontecendo mesmo. Pelo menos no meu caso, assim, o processo de fazer um jogo é muito prazeroso. Eu gosto de sentar, desenhar, criar o personagem, animar, criar a história, sabe? Eu não fico pensando muito no, assim, claro que tem um planejamento, mas o produto final não é tanto assim o foco no sentido de eu não fico só preocupada com a consequência, quanto de grana que esse jogo vai fazer, como que a gente vai vender, em que tamanho que ele vai ter, sabe? É mais o prazer do processo mesmo de criar o jogo, assim. Então tudo acaba sendo consequência, sabe? Quando as pessoas perguntam pra mim como fazer uma empresa e como fazer um jogo e ter um escritório, nã-nã-nã, eu falo “cara, eu não sei, realmente não sei”. Assim, a gente senta e faz e as coisas acontecem, mas é porque realmente é outra mentalidade, sabe?

Kiliano Lopes: Eu, ah, a gente conversou um tempo atrás e você contou uma historinha do Out There Somewhere que, como é que surgiu a teleport gun, né? E eu achei isso muito foda, cara, que o Pedro tava, ele tava testando um sistema de colisão, né? Foi alguma coisa assim.

Amora: É, ele tava querendo ver se o, se o tirinho da arma tava realmente acertando na parede, né? Ele queria ver se tava, se a colisão tava certa. E aí ele trocou o sprite do tiro da arma pelo sprite do Yuri, que era mais fácil de ver se ele tava encostando direitinho na parede. E aí quando o Yuri sumia e aparecia na parede, a gente falou “cara, olha que legal! Vamos usar isso!”, sabe?

Kiliano Lopes: É, e acabou virando a mecânica principal desse joguinho que, cara, é um puta jogo bom. Abuso de plataforma me ganha muito fácil assim.

Amora: Essas coisas acontecem, sabe? A gente senta pra fazer um negócio, “ah, vou fazer um joguinho aqui bobinho, de plataforminha”, daí de repente você tem uma mecânica super legal e, sabe, decide fazer um jogo. Por isso que a gente também não acredita muito em GDD, sabe? Sentar e escrever um documento do jogo inteiro antes de, de fazer o jogo. É, pra mim isso é totalmente impossível, assim. Você tem que sentar e fazer e o próprio jogo vai te falando o que fazer nele, entendeu?

Kiliano Lopes: Então é isso aí. Muito obrigado Amora e você aí que acompanhou esse vídeo não deixe de ir na descrição do mesmo pra poder pegar os links dos sites citados aqui e não só isso, conhecer também o site da MiniBoss e ver os joguinhos que eles trabalharam, né? Vocês viram o gameplay aí do TowerFall, que é um game que a MiniBoss trabalhou nele cuidando da parte visual, né, cuidando da parte do design, mas eles também tem vários outros joguinhos autorais como o Out There Somewhere, o Talbots. Todos aí estão na descrição do vídeo pra você poder dar uma olhada. E eu acho que essa entrevista foi bem esclarecedora pra muita gente. E não deixe de compartilhar esse vídeo aí pros seus amigos que querem conhecer um pouco mais sobre o desenvolvimento independente de games. E é isso aí. Obrigado e até a próxima.

Descrição do Vídeo

Primeira Parte da Entrevista:
https://www.youtube.com/watch?v=QWKDtLaub9U

A Studio Miniboss:
http://blog.studiominiboss.com/

Pixel Prospector:
http://www.pixelprospector.com/

Jogo do Gameplay:
http://www.towerfall-game.com/

Delver:
http://www.delvergame.com/

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Kiliano Lopes, web designer, 28 anos, Governador Valadares - MG

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Preview: Run (Canabalt)
Divine Combat (Binding of Isaac)
Ballad of Burning Squirrel (Super Meat Boy)
Track B (Gravity Hook)
Time Donkey (100 tacos)

Thank you mr. Danny Baranowsky

News: BeatBuddy Soundtrack

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