[jam] Deff – Entrevista
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Transcrição:
Acabamos de sair do Spin e vamos falar sobre Jam do 365 Indies, sobre jogos muito legais, inclusive o que talvez tenha tirado o primeiro lugar no meu coração, que é o Deff. Eu estou aqui com os dois desenvolvedores. Queridos desenvolvedores, digam aí quem são vocês.
Olá, meu nome é Bruno e eu sou o desenvolvedor do Deff. Eu fiz a animação e a arte e o código também.
Eu sou o Lucas. Eu trabalhei na arte dos cenários, fiz o level design e só, né?
Esse “só” entre algumas aspas aí. Ah, antes de mais nada, o jogo de vocês chamou muito a atenção de todo mundo por vários fatores, cara, incluindo polimento, principalmente jogabilidade. A ideia é sensacional e funciona, funciona muito bem. Ah, tá, mas antes de mais nada, vamos começar pelo pelo básico. Quantas jams vocês já passaram até chegar nessa? E como é que foram essas experiências? Fala um pouquinho sobre essa questão de participação de jams de vocês. Primeiro você, Bruno.
Ah, eu participei de várias jams, não sei quantas, acho que foi umas seis, sete, não sei, não faço a menor ideia. Ah, mas sim, minhas primeiras jams foram um desastre, foram jogos horríveis, mas aprendi bastante coisa, aprendi muito a mexer no Construct e depois o jogo do Faustão, que eu também fiz, eu aprendi muito com polimento, com feedback, com essas questões e aí acabei usando tudo isso no no Deff, então foi uma coisa bem tranquila.
Bom, eh a maior parte das jams que a gente participou a gente trabalhou junto, então é uma experiência bem parecido, parecida, mas o que é bem legal é que a gente foi aprendendo a como lidar com o tempo e com todas essas coisas. E, no começo, se você for ver os projetos que a gente trabalhava, a gente queria sempre fazer uns negócios megalomaníacos, enchendo de coisas, e a gente foi aprendendo que o negócio é ser simples e direto, é mais fácil de ser desenvolvido e as pessoas acabam gostando mais. Você pega uma ideia e trabalha bem nela e é muito melhor do que você colocar um monte de coisa e trabalhar pouco. Então, graças a ser direto.
Sim, é uma coisa que eu vivo falando também nas jams: eh não não tentar fazer, né, algo muito absurdo, né? E, convenhamos, vamos começar de baixo. E mesmo se não for se você não estiver começando, não interessa, você pode ser um cara que está na área há muito tempo, tipo o Daniel também, que é um cara que está na área há muito tempo, ele começou com um projeto eh o do Immortal Quest, né, e cortou escopo sem nenhuma piedade assim, sabe? Porque é isso mesmo que tem que rolar, entendeu? E depois que a jam termina, se o projeto for legal, se teve uma repercussão legal, se você gostou do resultado, aí sim você investe, mexe em algumas coisinhas eh e, sem dúvida, é isso que torna a experiência de jam tão bacana, né? Você você dá a liberdade aí de ter algumas experimentações e absorver umas coisas legais também. Ah, então, Lucas, de onde exatamente veio a ideia do Deff? Ah, porque ele é algo muito fora da caixa, sabe? Afinal, a Morte na cadeira de rodas dando saltos acrobáticos loucos com a foice não é a coisa que a gente vê todos os dias, tá? Eh, de onde veio a ideia inicial? Só fazendo duas perguntas pra gente concluir pro vídeo não ficar tão longo.
Bom, eh a primeira ideia era uma coisa totalmente diferente. A gente ia fazer um jogo sobre IML, que tinha que carregar os corpos e tudo mais, mas aí veio essa coisa de: não, vamos ser simples e direto. E o Bruno teve a ideia da mecânica básica, então de usar os dashes e tal, e aí a gente foi tentando adequar isso à ideia da jam. Então a gente colocou o personagem da Morte e tal. E a experiência que a gente teve muito boa na última jam, que foi a do jogo do Faustão, foi com o humor, então acho que o humor foi o que chamou muito a atenção e a gente tentou manter isso. Então como qual a situação mais inusitada que a gente conseguia colocar a Morte? E aí a gente pensou nisso dela tomando um tiro e ficando de de cadeira de rodas e tudo mais, e surgiu a partir disso. Então a mecânica surgiu primeiro e aí depois a ideia da história e tudo mais veio logo em seguida.
Certo, excelente. E, cara, é legal assim quando às vezes vêm uns desdobramentos meio de onde você não espera. Certo, Bruno, ok, e agora qual o próximo passo? O Deff vai eh eh vai se continuar sendo o jogo da Jam 365 Indies ou vai dar alguns passos além? Como é que isso vai funcionar?
Então, a gente pretende sim fazer uma versão full, uma versão bem finalizada, só que a gente não vai prolongar demais. A gente só vai fazer eh vai melhorar o que a gente já conseguiu fazer, colocar mais algumas fases, colocar mais alguns inimigos, deixar o jogo mais redondinho e é isso, lançar na Steam, preço justo e basicamente é isso.
É isso aí, estamos todos torcendo por você. Quero quero ver mais projetos saindo da Jam 365 Indies alcançando a Steam aí e e eh e sendo um sucesso. Pô, parabéns para vocês, eh uma participação maravilhosa que vocês sempre têm nas jams, e aguardo vocês na próxima, por favor, compareçam. E se você ainda não jogou Deff, você tem que jogar Deff.
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