Falando sobre game design de Volgarr The Viking + Diego do Fenix Down[Wiki]
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Transcrição:
Kiliano Lopes: E sejam bem-vindos de novo ao quadro Wiki aqui do canal, onde a gente destrincha um pouquinho mais sobre ali o gameplay, hã dá uma aprofundada. E eu estou aqui com o convidado. Querido convidado, diga aí: quem é você?
Diego: Opa! Olá a todos, eu sou o Diego GC do Fenix Down, canal Fenix Down TV. É um prazer estar aqui, né, Kiliano? Já participei de algum alguns vídeos aí do 365 Indies e você esteve lá no Objection há pouco tempo, né?
Kiliano Lopes: Pois é, cara. Vou recomendar drasticamente que vocês vão na descrição desse vídeo aí e vejam o link lá do Fenix Down em que eu falo sobre indies e Nintendo. A gente fala um pouco ali sobre Mario Maker, Splatoon, e o ponto de vista da Nintendo ser meio indie, né?
Diego: Considerada indie por um game designer. Ficou bem legal o vídeo.
Kiliano Lopes: Sim, ficou bem legal. Dê uma conferida aí, dê uma conferida também no Fenix Down que é um canal muito bacana. Hã, vou deixar todos os links na descrição. E eu trouxe o Diego aqui hoje porque ele é uma das poucas pessoas corajosas, uma das poucas pessoas com culhão para poder jogar e levar a sério e entender a mensagem que Volgarr The Viking tenta passar, cara. Pô, por favor, diga aí rapidinho o que que é esse jogo macabro.
Diego: Cara, Volgarr The Viking ele é uma grande eh homenagem a jogos antigos e quando eu falo jogos antigos, a gente lembra já da dificuldade, né? E é bem isso que o Volgarr The Viking traz, né, cara? Tipo, tem tem muito daquele lance de você ter uma punição, às vezes, um tanto forte demais porque os jogos antigos tinham muito disso de do jogo render, né, por conta para, já que os jogos eram curtos. Então, você tinha muito, por exemplo, Ghouls ‘n Ghosts, Ghosts ‘n Goblins, onde você tomava um dano e perdia toda a sua armadura, né, cara? Tem tem algumas mecânicas que eles meio que levaram isso em conta também aqui em em Volgarr The Viking. É um plataforma bem divertido, frustrante hã talvez até um pouco demais, mas eh eu gosto dele, cara. Ele me desafia.
Kiliano Lopes: Então, ele tem essa essa pegada que ele brinca com frustração e brinca com recompensa. Hã, eh eu apresentei esse jogo na lista original do 365 Indies, mesmo eu não sendo um fã realmente, mesmo eu realmente não gostando do jogo, eh porque eu acho que tem que ser jogado, sabe? A questão do do 365 Indies, que eu até falo na no no vídeo de apresentação do canal, né, que não necessariamente são jogos bons, mas são jogos que têm alguma coisa para poder te mostrar. E eu acho a a proposta do Volgarr The Viking uma proposta interessante. Particularmente, eu não aguento o tranco, cara, é demais para mim.
Diego: É, mas estávamos jogando falando aqui em off que o senhor quer comprar ele para 3DS. Por quê?
Kiliano Lopes: Pois, putz! Então, esse é o ponto. Eh, é um jogo que ele, tipo assim, primeira vez que eu joguei ele, eu tive uma raiva absurda e tive um rage quit.
Diego: Desculpa, mas não é só a primeira vez que você jogou ele. Toda vez que você jogar, você vai ter raiva absurda que você esteja aqui.
Kiliano Lopes: Pois é. Aí eu tive essa raiva absurda, rage quit. Falei: “Ah, não vou apresentar esse jogo no canal e tal”. E larguei para lá. E aí eu pensei um pouquinho melhor, “Pô, maneiro o jogo, tal, tem uma atmosfera legal”. Dei uma segunda chance. Rage quit de novo! E fui fazendo esse ciclo de rage quits e eu acabo sempre voltando assim sempre. Eu morro, volto para o jogo depois, tenho o meu momento de rage quit porque ele realmente tem uma atmosfera legal. Ele está na lista do 365 Indies porque tem um nicho ali a ser explorado, que são as viúvas eh desse nível de dificuldade, as viúvas desse tipo de gameplay, as viúvas desse tipo de jogo punitivo, né? A galera sempre aplaude Dark Souls de pé, eh não só por causa da dificuldade, né, mas também por ele ter uma ambientação, uma história.
Diego: No caso de Dark Souls, eu considero Deixa eu No caso de Dark Souls, eu considero que ele é um jogo mais justo. O problema do Volgarr é que ele em alguns momentos ele é um jogo que ele ele não é tão justo assim, sabe? É tipo um jogo que você realmente xinga o game. E e em Dark Souls eu não consigo xingar o jogo, eu me xingo, eu me acho burro. Em Volgarr às vezes você fica assim: “Ah, não, cara! Puts, como é que eu ia saber que se eu fizesse isso isso ia acontecer?”. Entendeu? Tipo, tem coisas que a pessoa só vai aprender pelo rabo.
Kiliano Lopes: Sim. E tem o Eu noto também que o o game designer, quando ele projetou o level design do jogo, ele projetou ele todo pensado numa forma certa de você executar. Eu estava jogando um pouco a segunda a segunda fase do Volgarr, que eu consegui fazer esse milagre de passar da primeira fase, eh eu estava jogando um pouco a segunda fase e eu vi que se você fizer uns uns movimentos certinhos, você consegue matar todos os inimigos de primeira sem muitos problemas. Se pular, joga uma lança, ela bate numa bomba, que pula num monstro.
Diego: Exato. Se você concentrar a lança, por exemplo, você vai empalar todos numa sequência, vai tipo liberar teu caminho, eh por exemplo se você escolher ir por um caminho de baixo em vez de ir por um caminho tal, você vai conseguir se safar. Se você estiver com o escudo certo no momento certo, porque você por exemplo se consegue dar upgrade no escudo, na medida que você vai andando, você vai pegando os upgrades, você vai ficando o seu personagem vai ficando mais forte. O problema é quando você perde, você perde tudo, né? Mas por exemplo, se você estiver com o escudo eh o escudo esmachado e não o de madeira e no momento que você passa num lugar onde tem espinhos, o seu escudo não quebra, você não se ferra, sabe? Então tem tem alguns detalhezinhos assim que se você você é bem recompensado pelo pelo seu andamento dentro do jogo, sabe? Tipo, se você está indo bem, você não vai se ferrar muito na frente. Agora se você se ferrou ali atrás, meu amigo, você vai se ferrar mais ainda ali na frente. Esse que é o problema dele.
Kiliano Lopes: Pois é. É extremamente punitivo. Backtracking, meu Deus! Game designers que estão vendo esse vídeo, não façam um backtracking absurdo igual o Volgarr faz que eh às vezes você está jogando e sua, passa de uma fase lá na frente, dá uma bobeira, dá um pulinho errado e morre e aí você tem que voltar lá no começo da fase. A fase tem a quantidade mínima de checkpoints. Mas, cara, por que você acha que eh eles tiveram essa decisão de level design de fazer uns checkpoints tão distantes um do outro?
Diego: Eu não sei, né? Mas para mim isso aí foi um erro eh visto que a gente não tá vivendo mais nessa época, né? Mas eu entendo que a ideia deles realmente era fazer alguma coisa que lembrasse os jogos antigos do jeito que eles eram nessa questão punitiva dele, né? Tipo você precisa às vezes ter uma certa habilidade para poder fazer um um tipo assim: “Ah, eu tô numa corrente e eu preciso dar um pulo, dar uma girada no ar, lançar a a lança e pegar um inimigo bem no momento certo e se eu errar isso aqui eu vou cair no espinho ali embaixo”, sabe? Tipo o cara tipo pede habilidade absurda para você para você fazer determinado determinada parte. Então assim, eu não eu não entendo porque eh eles tomaram esse tipo de decisão na realidade, mas talvez é porque não seja para mim, mas eu acredito que seja realmente uma coisa tipo: “Vamos fazer igual foi igual era antigamente”. É uma grande referência. Tanto que a primeira fase, se eu não me engano, eh tem tem umas partes lá que é exatamente Isso acho que tá no vídeo original do do Kickstarter do jogo, né, que ele foi um jogo financiado via Kickstarter, que é exatamente igual um outro jogo que é difícil pra caramba de antigamente. Então, eles quiseram trazer eh alguns aspectos de jogos que fizeram a infância deles também.
Kiliano Lopes: Eu gosto muito de mandar links para comentar. Tipo assim, alguém faz um comentário maldoso na internet, eu só chego e colo um link sem falar nada. E o link do Volgarr é sempre quando alguém reclama que os jogos atualmente são fáceis. “Ah, o gamer hoje blá-blá-blá. Ah, não sei o quê”. Joga isso aqui, cara.
Diego: É. Joga isso aqui.
Kiliano Lopes: E tipo assim, por mais que a gente esteja criticando várias coisas aqui no no level design dele que, por exemplo, essa questão do backtracking talvez seja um pouco forçada demais, eh ele te dá a sensação de que se você precisa voltar e continuar.
Diego: É, ele ele te instiga, realmente. Ele é desafiante. Você fica assim: “Cara, é um jogo de plataforma, ele não pode ser tão difícil”.
Kiliano Lopes: Sim, tipo
Diego: Mas ele é. Ele consegue. E e e ele e ele eh e eu acho que sabe qual é o problema? É que você sabe quando um jogo de plataforma é difícil e a jogabilidade dele é ruim, o jogo é uma porcaria e é isso que é o problema do jogo. E não, cara, Volgarr é um jogo bom, ele é um jogo divertido, ele é um jogo bem feito e o problema dele ser difícil é porque às vezes se você comete um pequeno erro, você paga muito por isso.
Kiliano Lopes: É que tipo eh eh eh algumas vezes você vai assumir o erro, tipo assim, a- atualmente quase não tem muito eh jogos quando você vai passar de uma fase, você chega em um ponto daquela fase que pensa: “Cacete, esse ponto é muito difícil!”. Por exemplo, se a gente voltar em Shovel Knight, eh um jogo de plataforma recente que eu falo muito bem dele, é mega elogiado e tal.
Diego: Excelente.
Kiliano Lopes: Ele não tem nenhuma parte da fase, pelo menos não que eu lembre assim, que você chega: “Ah, naquela fase da água tem aquela parte ali que é muito filha da mãe, que é para pegar trouxa”, sabe? Quando a gente olha para os Mega Man antigo, eh por exemplo, tem aquela
Diego: A parte dos bloquinhos. Pronto.
Kiliano Lopes: Sim, a parte dos bloquinhos, sabe? “Ah, a parte dos bloquinhos!”.
Diego: Bloquinhos que somem e você e tá cheio e não tem chão embaixo, ferrou.
Kiliano Lopes: Pois é. O Volgarr tem essas filhadaputagem, sabe? No tipo no meio da fase ele te coloca uma parada muito difícil. Eh, tem uma cena que eu vou até tentar mostrar ela no gameplay agora enquanto eu estou falando, que a começa a aparecer um monte de bicho para tudo quanto é lado na primeira fase e um pouco tempo antes você pega um um martelo, né, um Mjolnir lá, que ele te dei- ele te dá um acerto extra, né? Tipo, se alguém atacar você, ele dá uma explosão e mata todos os bichos da fase.
Diego: Sim. Como se fosse uma vida, basicamente.
Kiliano Lopes: É, ele te meio que te dá uma vida e ainda limpa a fase naquele momento para você. E eu não consigo passar daquela parte sem ter esse negócio, cara. Tipo assim, eu pego o Mjolnir, vou lá e eu já sei que eu vou perder ele naquele ponto e eu já faço de um jeito que eu vou matar matar todos os bichos próximos. Sabe? Então, eh eh eu já sei que eu não vou conseguir passar daquela parte daquele jeito, então acabo tendo que pegar um recurso que o jogo me dá, que se eu guardasse, podia ser útil para frente e tal, mas não, eu vou ter que usar ele daquela parte ali, não tem como. Hã, e às vezes eu sinto falta disso em alguns jogos hoje, sabe? Mas não tanto!
Diego: Não, eu entendo, cara, eu entendo, mas é um é um assim, o problema que eu tenho do do do Volgarr é que ele é um jogo de memória muscular, sabe? Você tem que ir realmente aprendendo e você tem que executar um script perfeito para você passar de determinadas partes do jogo.
Kiliano Lopes: Ele é basicamente um jogo de memória muscular, ele é basicamente um jogo que tudo na fase é padrão, sabe? Então você não tem você não tem o aleatório, sabe? E isso em uns pontos é ruim porque você não tem muito o que se adaptar, sabe? Você realmente decora o que você tem que fazer e faz. Só que por um lado é bom porque já vem a questão de justiça.
Diego: Sim, ele é. Timing. Sim.
Kiliano Lopes: Num, por exemplo, eh fases de Mario Maker, né, terceiro vídeo seguido que eu falo sobre Mario Maker aqui. Às vezes eu vou jogar uma fase e o cara coloca 1 milhão de bichos pulando aleatoriamente, você tem que passar no meio. Não é gratificante, sabe? Porque você sabe que foi sorte
Diego: Não, não é. Uhum.
Kiliano Lopes: se você conseguir. E no Volgarr, por ser tudo eh rígido, né, por não ter nada aleatório, os inimigos sempre fazem o mesmo movimento, atacam sempre do mesmo jeito, na mesma ordem, a culpa é sua.
Diego: É, pode-se dizer assim. Ainda assim, até porque de vez em quando eh o meu única crítica que de vez em quando você você tem que dar uns leap of faith lá. Tem pontos que você você pula sem saber o que tem embaixo. Apesar de que o jogo ele tem uma parada Depois eu até fui aprender isso com o tempo, que ele tem uma parada que se você pressionar determinado botão, ele te dá tipo uma você tem um ângulo maior de câmera, você consegue ver o que tem mais à frente. Então ele ele quebra ali o meu argumento de ter um leap of faith no jogo de vez em quando que te ferra. Porque se você for cauteloso e dá essa expansão, você não vai pular sem saber o que vai acontecer com você. Você vai saber. Você só você dar uma olhada na tela antes, dá uma expandida no mapa no no mapa que eu falo do do que que vai vir ali na tua frente, né? E você não vai se ferrar. Você já vai ver os inimigos que estão ali: “Opa, tem uma aranha naquele teto ali, ela vai cair na minha cabeça se eu passar por aqui. É melhor eu já preparar aqui em cima para dar uma espadada nela ou jogar uma lança daqui mesmo”. Então, essas coisinhas assim.
Kiliano Lopes: Os os jogos mais tranquilos, né, menos absurdos igual Volgarr, costumam recompensar o jogador por cautela. Nesse ele te pune pela imprudência.
Diego: Exato.
Kiliano Lopes: Sabe? Ele vai ele vai pelo pelo lado mais extremo.
Diego: Isso é verdade. Nunca tinha parado para pensar nisso.
Kiliano Lopes: É, pois é. Mas eh a questão do Volgarr aqui que a gente está falando aqui é porque ele toma essas decisões de design, mas eu acho que ainda assim ele é um jogo que vale bastante a pena. Eu definitivamente não sou o público, mas ainda assim ele tem alguma coisa que eventualmente me atrai e eu volto a jogar, sabe? É com É uma situação com Estou em relacionamento complicado. Eu pretendo muito eh comprar ele para 3DS, que eles já anunciaram que vão lançar uma versão para 3DS, eh mas você pode comprar a sua versão no Steam. Está aí no Steam. Ele já saiu eh na na loja da Humble Store também, então talvez você eh Acho que não Eu não lembro se ele saiu em algum Humble Bundle, talvez você tenha o jogo e nem saiba disso, então vale a pena dar uma olhada no seu Humble Bundle também.
Diego: Cara, jogue Volgarr. Eh, eu eu entendo se você se frustrar, não me xingue por causa disso, mas ele é um jogo que vale a pena, cara. Se você é das antigas e você curte jogos difíceis, curte jogos desafiadores, eu sei que é um jogo de memória muscular, eu sei que ele tem os seus problemas, eu sei que é um jogo difícil para cacete e talvez você queira só se divertir e não se frustrar como às vezes muitas pessoas em Dark Souls falam que não gostam por causa disso, mas, sei lá, cara, se você gosta de desafios, dá uma experimentada porque é um jogo divertido, cara. É um jogo, sei lá, eu curto pelo menos.
Kiliano Lopes: Ele tem Ele tem um tipo de diversão meio sádica.
Diego: É, exato.
Kiliano Lopes: Sim, mas é legal, vale a pena, não me arrependi de ter comprado. Eu tenho esse
Diego: Game design dele compensa tudo, level design das fases.
Kiliano Lopes: Sim, é bacana. É, nesse momento que eu estou gravando o vídeo eu estou gostando do jogo. Amanhã eu posso jogar ele de novo e me arrepender drasticamente de tudo que eu falei, falar que o jogo é quebrado e tal, mas depois eu vou voltar a cair de amores de novo por ele depois.
Diego: É isso aí. Não só na no Volgarr não é só de fases, o Kiliano também é.
Kiliano Lopes: Exatamente. E assim que Ótimo! E assim que a gente conclui o vídeo de hoje. Não deixe de conhecer o Fenix Down, os links estão todos aqui na descrição. Eh, e obrigado por estarem aí. Eu preciso arrumar uma nova forma de concluir esse quadro. Obrigado e até a próxima!
Diego: Até a próxima!
Descrição do Vídeo
Jogue aqui Volgarr The Viking:
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Vídeo do Fênix Down sobre Volgarr The Viking:
https://www.youtube.com/watch?v=lsy4NxX7KgI
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Kiliano Lopes, web designer, 28 anos, Governador Valadares - MG
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