#042 – FTL: Faster Than Light – Convidado: Smailin Stocker

4 de novembro de 2013

Transcrição:

Kiliano Lopes: Eu sou um entusiasta de ficção científica, naves e todo esse tipo de cultura espacial e, junto comigo aqui hoje, eu trouxe Smailin Stocker pra poder falar comigo sobre FTL. Smailin Stocker, me diga: quem você é e de onde você vem?

Smailin Stocker: Eu vim de trás dos montes e eu me alimento de feijão doce.

Kiliano Lopes: Que fofo! Fala sério, caramba. [Risos]

Smailin Stocker: Ai, ai. Então, falar de onde eu vim, cara? Como assim?

Kiliano Lopes: Veio do Café com Games, carambola.

Smailin Stocker: Isso aí, eu vim da internet.

Kiliano Lopes: Veio do fantástico mundo da internet. Grava comigo Café com Games?

Smailin Stocker: Sim.

Kiliano Lopes: E hoje nós vamos falar de um pouquinho de FTL. O primeiro programa em dupla, né? Eu vou trazer uma série de convidados pra falar sobre uns games muito legais. E FTL é um game de simulação de combate espacial. A gente pode chamar ele assim?

Smailin Stocker: Pode. Ele é uma das coisas mais geniais que eu já vi e uma das coisas mais ambiciosas, por que não dizer, em relação a games, né? Te colocar no papel de um capitão de uma nave e pra te controlar todos os tripulantes da nave é algo genial.

Kiliano Lopes: Você é rato de Mass Effect, né?

Smailin Stocker: Eu sou, sou. Sou assim, ó: é rato de Mass Effect e, ao mesmo tempo, StarCraft 2, né, cara? Então, juntar essas duas coisas é fantástico.

Kiliano Lopes: Cara, eles vieram do Kickstarter. Olha só que maluquice, velho.

Smailin Stocker: Figura.

Kiliano Lopes: Os caras pediram dez mil pra poder tirar esse jogo do papel, conseguiram duzentos mil dólares, que é uma grana bem relevante aí. Quantas vezes mais? Vinte vezes mais do que o papel, né, cara?

Smailin Stocker: Sobrou dinheiro, né, cara? Ah, os caras jogaram dinheiro pro alto, velho.

Kiliano Lopes: É, cara. Então, o que que te atraiu no FTL? O que que te fez olhar esse game lá no Steam ou em qualquer outro lugar e falar: “Pô, eu preciso disso aqui”?

Smailin Stocker: É que toda vez que se fala em batalhas em tempo real, né, estratégia em tempo real, se fala em multiplayer. FTL é o primeiro que traz um single player assim decente assim, sabe? Que é só single player. Ele não tem multiplayer, ele é focado nisso. E o fantástico dele é que ele é focado em escolhas, sabe? Tu faz escolhas por segundo em FTL. Tudo tu tem que escolher. Tu tem que escolher pra onde tu vai, porque a história dele é bem simples: tu só precisa fugir do da frota inimiga que tá te perseguindo pelo universo e tu precisa chegar no teu ponto avançado pra avisar desse ataque. É só isso. Só que…

Kiliano Lopes: Cara, isso é muito Star Trek. Isso é muito Star Trek.

Smailin Stocker: E é muito Star Trek do início ao fim, porque tu tu tem uma nave que tem seus recursos limitados e, por causa disso, tu tem que tomar decisões muito difíceis. Tu tem que armar tua nave mas, ao mesmo tempo, tu precisa comprar combustível. Então, todo esse todo esse gerenciamento da nave, todo esse gerenciamento da própria tripulação, que tu começa só com um companheiro, tu e mais um, e ela vai aumentando de acordo com as tuas decisões, inclusive com raças alienígenas, as gafanhotos e robôs, né, Kiliano?

Kiliano Lopes: Sim, sim, cara. Cada um com uma especialização diferente.

Smailin Stocker: Isso. E se tu pegar um personagem e colocar ele numa certa função, que tu não precisa não é em opção, tu só só precisa dizer pra ele: “Vai pra aquela sala e cuida dos motores”. Ele vai ganhando experiência em motores e ele vai ficando cada vez melhor. E ele tem uma parada muito Battlestar Galactica que é o o próprio nome do jogo, né, que é o FTL. Que quem assistiu Battlestar Galactica sabe o que que é o FTL jump, que é o pulo na velocidade da luz. Star Trek tem isso, Kiliano?

Kiliano Lopes: Tem, é velocidade de dobra.

Smailin Stocker: Ah, sim. Eu acho que eles os criador os criadores eram fãs de Battlestar Galactica, porque eles usaram o mesmo termo. E eles usaram a mesma mecânica de Battlestar da série Battlestar Galactica, porque, quando tu pula, tu precisa de um tempo pro mecânico recarregar o pulo, o mecânico não, o piloto recarregar o pulo. Então, se tu pula pra uma área muito hostil, tu precisa te gerenciar pra conseguir fugir dali.

Kiliano Lopes: Recarregar pra dar um pulo pra rachar fora.

Smailin Stocker: Pra dar um pulo pra rachar fora. Tu tem esse tempo. E se, por acaso, o teu piloto morrer, o pulo para de ser recarregado. Então tu não consegue.

Kiliano Lopes: Pois é, cara. Isso é foda.

Smailin Stocker: É genial, escolhas por minuto e, assim, ele é um game que não é contínuo, então tu morreu, morreu.

Kiliano Lopes: Isso, ele é ele cai na categoria de Roguelike, né? Vão ter vários jogos Roguelikes aqui no canal. A ideia do Roguelike pode variar muito de formas e estruturas, mas a a ideia é sempre a mesma, né, que é você ter jogos as fases elas são colocadas como aleatórias, tudo é aleatório no jogo e você tem permadeath. Caso você morra, você volta do começo. Tem vários Roguelikes por aí e FTL encaixa na ideia de Roguelike, o que te dá um fator replay absurdo, cara. Cê vai jogar muitas vezes e cada partida vai ser uma parada completamente diferente por ser tudo ser aleatório, você vai desbloquear novas naves e faz de FTL um jogão, cara. Cê quer fazer alguma consideração final antes de encerrar?

Smailin Stocker: É um jogo que todo mundo tem que jogar e a última consideração que eu tenho pra fazer é que é um prazer tá no 365 Indies! Ê!

Kiliano Lopes: Estará outras vezes! É isso. É isso aí, você tem que jogar FTL.

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