#014 – The Company of Myself

7 de outubro de 2013

Transcrição:

The Company of Myself é a história de um homem que tinha a vida rodeada de amigos e que hoje está sozinho. E a única companhia que ele realmente se importa, e que realmente é presente para ele, é a companhia dele mesmo. E é disso que ele precisa para poder vencer os obstáculos da vida dele mesmo. Na verdade, ele é um puzzle de plataforma com uma ideia muito criativa, em que você pode fazer clones seus e eles vão repetir toda a ação que vocês fizeram no passado. E graças a isso, vai te ajudar a passar os puzzles que ele vai te propor. Você vai poder fazer um clone seu para poder subir em cima da cabeça dele, para alcançar uma plataforma que você não conseguia antes. Ou você vai poder fazer movimentos ali para o seu próprio clone atravessar barreiras que você não pode atravessar ou se colocar num ponto de risco que você não quer correr.

Isso tudo passa por umas quinze fases, que você vai matar aí mais ou menos uns vinte minutinhos. O que eu acho mais legal nele é que ele tem um discurso muito interessante, né? Ele não simplesmente te coloca a fase. Quando você tá em alguma fase, aparece uma narrativa do personagem em que ele vai descrevendo aquilo ali do ponto de vista dele, de uma forma muito poética e muito indireta. Ele explica o decorrer da fase como se fossem os seus pensamentos. E do jeito que a história se desenrola, você vai ficando mais interessado naquilo ali por causa de um fator que acontece no meio do game, que é quando o personagem conta como ele conheceu uma garota e como ele ficou sozinho.

Só que o desfecho dessa parte, que não é o final do game, né? Depois de umas fases ele tem um arco fechado ali sobre isso, te faz entender um pouco mais sobre o psicológico do personagem e por que ele chegou nesse ponto. E a jogabilidade do puzzle tem algumas alterações no decorrer do game. Quando acontece esse fator aí no meio do game, ele muda bastante, só que depois muda mais pra frente de novo. Bem, e é só jogando mesmo pra poder saber de qual é.

Ele foi feito por duas pessoas, um rapaz chamado… ah, eu não vou saber pronunciar, mas é um casal. Coloquei o nome dos dois aí na tela. E não tem muita coisa sobre eles na internet, até pelo fato de eles não se apresentarem como empresa, é um pouco mais difícil achar algumas coisas sobre eles. Inclusive eu convido vocês a pesquisarem um pouco para tentar achar um pouco mais sobre esses autores aí, porque eu realmente não consegui.

De qualquer forma, eu acho que o jogo independente é muito da base do The Company of Myself. É uma expressão singular do ponto de vista de uma ou duas pessoas, coisa que você nunca vai conseguir ver num blockbuster em que tem muitas pessoas envolvidas, muita gente em cima daquilo ali, até por ser financeiramente bem mais arriscado você fazer um game todo com base no ponto de vista artístico de uma pessoa só. O que eu acho que é bem exclusivo, assim, dos jogos independentes. Então eu acho que The Company of Myself é um jogo que você tem que jogar e é rapidinho, ele é gratuito e roda direto no navegador, então em uma hora de almoço você mata ele ali. Não deixem de prestar atenção nos diálogos, que é onde realmente acontece a história, e você tem que jogar The Company of Myself.

Descrição do Vídeo

Jogue The Company of Myself aqui:
http://www.kongregate.com/games/2darray/the-company-of-myself

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