#153 – p0nd
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Transcrição:
No dia 16 de abril de 2010, o crítico de cinema gringo Roger Ebert postou no site Chicago Sun-Times a seguinte frase: videogames nunca poderão ser arte. Desde então, Ebert foi sendo crucificado por vários outros gamers, até que se deparou com a The Peanuts Gallery, que é a desenvolvedora desse game maravilhoso e artístico que vocês tão vendo aí, que resolveu provar para ele que games podem sim ser arte usando esse jogo.
Antes de mais nada, eu recomendo que você pare esse gameplay agora e vá jogar. É sério, o realmente que é legal desse jogo é um pequeno plot twist que tem mais perto do final da história. E isso eu quero guardar para vocês. É um jogo online, gratuito, roda direto no navegador. Eu sugiro você pausar e ir jogar agora. Realmente é importante que vocês façam isso.
Já que você continuou, ou você não dá a mínima para esses… para esses avisos que eu falo, o que é um problema, porque você tá perdendo, ah, o melhor da festa, ah, ou você já jogou o jogo e tá voltando aqui. E realmente você teve a seguinte explosão de cabeça: “Ó, meu Deus! Que merda é essa? O que acabou de acontecer?”.
O p0nd, ele é inicialmente um jogo simples, de um botão, em que o seu personagem simplesmente inspira e expira, apreciando a paisagem por onde caminha, observando esse lindo campo maravilhoso, e entrando em contato com a natureza, em que você tem que respirar o ar e manter esse ar no seu pulmão, e logo em seguida você expira, e você se sente em contato com a natureza jogando esse jogo calmo, tranquilo, ah, admirando a paisagem do lago. Até que aparece um goddamn fucking polvo gigante e começa uma luta maluca e desenfreada, níveis Dragon Ball Z, que é encerrado com um grande meteoro. Holy fucking shit! O que aconteceu aqui? That escalated quickly.
p0nd é um jogo que realmente me fez gargalhar alto durante um bom tempo. É, que ele começa nessa proposta de ser um jogo arte, de ser um jogo inspirador, sendo que na verdade ele é uma grande zoeira com tudo que, com tudo que a gente acredita sobre jogo arte.
E uma das coisas que eu acho mais legal no meio independente é a capacidade que ele tem de contestar coisas. E, querendo ou não, os jogos independentes, ele ainda assim tem um certo padrão, né? A música independente, por mais que ela tenha vindo… A música e os jogos independentes, por mais que tenham vindo, eh, para contestar o padrão que tem por aí, ela ainda assim, eh, você consegue notar ali os seus padrões, eh, tanto na… Eu citei música porque a música independente tem muito disso, né? Você… Você escuta uma música: “Pô, essa música é indie”, sendo que na verdade ela devia ser de outra categoria. Indie é só uma característica, né, não ter publicadora, né?
E o p0nd, além de ele ser uma… uma sacanagem com o Roger Ebert, ela é uma própria contestação do jogo arte, o que torna ele completamente indispensável. Então, se você passou por essa surpresa e tá terminando de ver esse vídeo agora, recomende esse vídeo para os seus amigos que gostam de jogos independentes artísticos, que eles vão com certeza pirar com esse final maravilhoso e poético, né, que p0nd tem. Você tem que jogar p0nd.
Descrição do Vídeo
Jogue p0nd aqui:
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Música da Vinheta: Super Meat Boy: Forest Funk
- Thank You Mr Baranowsky =)