#300 – Minecraft
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Transcrição:
É inegável falar que Minecraft é um dos jogos mais importantes de todos os tempos. Ele mudou para sempre toda a indústria de games e com certeza é um marco nesse universo dos joguinhos que a gente tanto ama [Risos], influenciando não só os jogos independentes, como os Triple As. Coisas que a gente vê muito populares hoje, como por exemplo Early Access ou até mesmo os mods, eram coisas de nicho até alguns anos atrás. Só que hoje é algo extremamente popular e o Minecraft influenciou diretamente nisso. Eu vou me eu vou poupar vocês de falar sobre os conceitos básicos desse jogo. Todo mundo já sabe o que é, todo mundo já jogou, pelo menos já viu alguém jogar. Alguns amam, outros odeiam. E é compreensível também esses dois sentimentos tão contraditórios, porque a Minecraft ele é um sandbox extremamente aberto: você entra nele ali, não tem objetivo e você faz o que você quiser. Algumas pessoas gostam de se aventurar, outras pessoas gostam de minerar, outras pessoas gostam de fazer construções no modo criativo, quase como se fosse uma Pixel Art.
E exatamente essa liberdade do game fez as pessoas começarem a criar uma quantidade aberradora de conteúdos, por isso a gente vê tantos vídeos assim sobre Minecraft no YouTube, tantas wikis, tantos aplicativos, tantos clones para smartphones e até mesmo para PC, o quanto isso influenciou em outros jogos que hoje são bastante sucesso, né, como por exemplo até mesmo o Rust e o DayZ tiveram ali uma certa influência no modo multiplayer que o Minecraft popularizou.
E exatamente por ser esse game tão aberto e que incentiva a criatividade, ele pegou pessoas de todos os públicos, né? Então você tem marmanjo velho recriando a Enterprise em tamanho real, do mesmo jeito que a gente tem crianças simplesmente brincando ali com os pistões ou brincando de construir uma varanda para a casinha enquanto ela está jogando junto com o pai.
E também é inegável falar que a Minecraft marcou uma geração, né? Eu tenho 27 anos, então quando eu sempre penso em nostalgia, em tempos da minha infância, eu lembro de Playmobil e de outras coisas que fizeram parte da minha infância, das minhas brincadeiras assim quando eu tinha uns sete, oito anos. Só que a geração que está vindo aí, que tem mais ou menos essa idade, elas são muito mais digitais, né? Então quando elas tiverem a minha idade e começarem a olhar para trás, quando vê um Playmobil para elas não vai significar nada. Mas quando ver o Steve ou um Creeper, ela vai lembrar dos melhores tempos da vida dela quando era uma criança sem preocupação e ficava minerando com os amigos e construindo coisas junto com o pai dela. E depois quando ela ficar mais velha, em vez de ela passar o Playmobil dela para o irmão mais novo, ela vai passar a conta de Minecraft para ele poder jogar, mostrar para eles as construções que estão gravadas lá no servidor que ele fez quando era criança. É mais ou menos esse o nível de importância que eu dou para esse jogo.
E o mercado indie hoje é visto com tanta seriedade pelas grandes desenvolvedoras também por influência desse game que eu estou falando aqui hoje. Acho que todos vocês lembram aí na E3, quando foram anunciar o Xbox One, né, os grandes jogos que viriam no Xbox One, eles não deixaram de anunciar que teriam Minecraft para o Xbox One também. Isso só ajuda para o mercado independente ser cada vez visto com mais seriedade pelas grandes desenvolvedoras.
O Minecraft foi feito especialmente assim por duas pessoas, que é o Notch e o Jeb. O Notch, acredito que todos vocês conheçam, que é meio que a cara da Mojang, que é a empresa que está por trás de Minecraft e de outros jogos bastante interessantes também. O Notch é um cara muito presente no mundo independente, sempre participando de game jams e vários incentivos que ele faz. Inclusive é que você não precisa depender de plataformas externas para poder vender seu jogo. O Minecraft ele é o terceiro jogo mais vendido do mundo e ele nunca foi para o Steam, sabe? Que é a maior plataforma de vendas de jogos digitais no PC. Ele se fez todo pelo sistema de vendas online do próprio site sem ter que repassar uma parcela ali para o Steam. E quando a gente fala que ele está no top 3, a gente está comparando com a Nintendo e com o Tetris, que é o jogo o jogo de todos os jogos, vamos dizer assim, né? Todo mundo já teve pelo menos um celular com Tetris alguma vez na vida. E quando a gente coloca ali no top 3, vê com quem ele está sendo comparado, a gente vê que esses caras estão milionários por ser o terceiro jogo mais vendido e com uma empresa feita por meia dúzia de pessoas, a gente vê que é extremamente gratificante para os criadores.
E eles estão cheios de projetos novos além de continuar investindo no próprio Minecraft. Então, se você ainda não deu uma chance para esse jogo, eu por favor insisto para você dar uma chance para o Minecraft. Ele tem várias formas de se jogar: se não deu certo em alguma hora para você, né, se você tentou jogar sozinho no singleplayer, tenta juntar com alguns amigos, arruma um servidor online, joguem juntos. Você tem que descobrir a forma certa assim para você começar a jogar para você realmente empolgar e curtir. E quando você achar essa forma, você não vai conseguir parar.
Eu vou parar por aqui para meio que tentar manter o vídeo curto. Eu nem vou falar tanto como esse jogo influenciou a direção de arte de vários outros games que a gente vê hoje, e nem vou falar do principal, né, que é a comunidade online de Minecraft, que é o que mantém esse jogo vivo até hoje produzindo toneladas e toneladas de vídeo para o YouTube todos os dias. Porque futuramente eu penso em lançar um dossiê, né, destrinchando o Minecraft, falando sobre o design envolvido ali, falando sobre inspirações, falando sobre o processo criativo envolvido para poder criar esse game, como os criadores agiram depois de ver todo o feedback, depois de ver o monstro que eles tinham criado. Mas isso num futuro não tão distante, quando o 365 Indies acabar, eu vou produzir algum conteudinho aí exatamente sobre como esse game influenciou todos os outros.
E claro que esse jogo desbloqueia o achievement de topo do canal. Como eu já disse para vocês, o jogo vai ter quatro jogos em destaque assim, que é o jogo 100, 200, 300 e 365, que são meio que quatro jogos que eu recomendo bastante. Até agora já saiu o Super Meat Boy, To the Moon, Minecraft, e falta só ser revelado qual vai ser o jogo 365, tanto que eu guardei meio que os melhores para os 65 finais, né? Os mais famosos pelo menos, como o Braid, Cave Story, e por aí vai. Então façam suas apostas de qual vai ser o jogo número 365. E sem sombra de dúvida, você tem que jogar Minecraft.
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Quem está por trás do 365 Indies:
Kiliano Lopes, web designer, 27 anos, Governador Valadares - MG
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Música da Vinheta: Super Meat Boy: Forest Funk
- Thank You Mr Baranowsky =)