#063 – Kiki and the Monster (com Amora da Miniboss)

25 de novembro de 2013

Transcrição:

Kiki and the Monster é um game feito numa jam em 48 horas, e eu tô aqui com a Amora, que é uma das pessoas que idealizou esse jogo numa jam. Amora, quem é você e de onde você vem?

Amora: Oi, eu sou a Amora e eu sou da MiniBoss.

Kiliano Lopes: E a MiniBoss é uma empresa que tem desenvolvido um monte de coisa, tem um monte de jogo legal por aí. Vários deles tão na lista dos 365 Indies. E você pode falar pelo menos algumas outras coisas que você fez pela MiniBoss?

Amora: Bom, eu fiz um jogo independente chamado Out There Somewhere, que fomos, é, foi basicamente eu e o Pedro, meu marido, e um amigo fazendo a música. Ah, tem um outro primeiro joguinho nosso que a gente lançou uma demo pública chamado Talbots Odyssey, mas a gente nunca chegou a terminar. Ah, também tem um jogo pra celular chamado The Presidents of Doom, que foi em parceria com a Bossa, a empresa de Londres, e ultimamente a gente tem feito a arte pra um jogo chamado TowerFall.

Kiliano Lopes: Eu já enchi bastante o saco dela lá no Facebook, pelo amor de Deus, me dê informações sobre TowerFall, que por enquanto ele tá só no Ouya, e eu tô só esperando a chegada dele no Steam pra poder fazer um vídeo sobre. Mas o assunto aqui não é esse e vamos falar sobre Kiki and the Monster. Me fala um pouco sobre essa jam, se a jam ela tinha um tema específico?

Amora: Ela tinha. Foi uma jam organizada por um pessoal daqui que se chama Full Indie, que eles fazem reuniões e palestras e de vez em quando eles organizam também uma jam, né? Mas ao contrário das jams que a gente tem no Brasil, essa jam era muito relaxada assim, muito tranquila, né? Eles não tem aquele espírito de “nossa vamos fazer um jogo em 48 horas!”, não é aquela loucura igual no Brasil, né? Então assim, não tô dizendo que é melhor ou pior, mas assim, é um clima totalmente diferente. Então o pessoal vai pra jam com o principal objetivo de trocar experiência, um ensinar coisa pro outro, trabalhar junto mesmo. Então muitas das pessoas lá não estavam nem fazendo jogo pra jam, estavam trabalhando nos seus próprios jogos.

Kiliano Lopes: Vocês tiveram 48 horas né?

Amora: Foi 48 horas, é. E, mas é, foi outro clima assim que eles encararam. Então por exemplo o Matt foi com a gente, que tava trabalhando no TowerFall, sabe? Tinha outro carinha que tava trabalhando no jogo dele que chama Crypt of the NecroDancer e o pessoal lá da jam, eles deram um tema, mas eles deixaram bem claro que era opcional, só pra quem realmente estivesse precisando de algum tipo de guia. Então a gente escolheu não seguir. O tema era “Evil Genius”, eu acho. Mas como a gente já tava com essa ideia de fazer um jogo inspirado em PokeRock de bem antes, a gente achou melhor deixar pra lá.

Kiliano Lopes: E vocês fizeram o jogo inspirado em PokeRock né? Cara eu sou muito fã de cooperativo local e nossa cara quando eu vi caramba dois players, adoro cooperativo local. E eu ainda não joguei com a minha esposa mas ele, eu acho que Kiki and the Monster é aquele jogo que poxa, vou jogar com o meu cônjuge, tem que entrar nessa lista assim de jogos pra você jogar com alguém, que eu joguei ele só single player até agora. Eu achei ele, eu não sei até onde ele vai, o tempo de duração dele, mas eu achei bem difícil assim sabe? Ele é desafiador nuns pontos. Mas me fala um pouco sobre o processo de desenvolvimento dele, quantas pessoas eram a equipe, se vocês foram “ah não quero fazer um jogo baseado em PokeRock” ou se vocês tiveram algumas outras inspirações.

Amora: Então, a principal ideia mesmo era fazer um PokeRock 3 né? Porque a gente gosta muito de PokeRock, o pessoal também gosta muito. O que mais que foi inspiração? Ah um pouco de Goof Troop talvez. É, todas as referências que a gente podia, a gente tirava de PokeRock. Talvez um pouquinho de Zelda, especialmente na parte assim gráfica, a perspectiva usada no cenário, muito chupinhado do Zelda: A Link to the Past, escancaradamente.

Kiliano Lopes: Aham. Não, dá pra perceber um pouco as partes do cenário né? As partes que ele entra em dungeon e tal, tem uma inspiração forte ali.

Amora: É, ele tava com o cenário do Zelda aberto assim pra usar de referência mesmo. Então funcionou assim, a gente, começaram a contar as 48 horas, a gente começou a fazer tudo, a gente não levou nada pronto. O programador foi o Noel Berry, é um carinha que tá fazendo jogo indie já há muito tempo, ele é um geninho assim, o cara é muito rápido, muito criativo, maravilhoso. Depois quiser dar uma olhadinha no site dele, tem os jogos dele lá.

Kiliano Lopes: Então, eu queria que você deixasse, terminasse essa gravação deixando um recado pros desenvolvedores independentes a respeito das jams. Que muito, igual eu sempre falo aqui que muito jogo aqui do canal ele veio em jam, pelo menos nem que seja a ideia inicial, e eu acho as jams, elas são uma proposta ali pro desenvolvedor que tá começando, ou até mesmo o cara que quer se divertir um pouco, poder realmente fazer as ideias funcionarem em cima de uma temática. O que que você acha das jams e o que que você fala pros desenvolvedores brasileiros sobre essas jams que tem acontecido no Brasil ou até algumas que tem acontecido fora que você faz pela internet?

Amora: Eu acho que os desenvolvedores brasileiros eles ainda são muito tímidos né? O pessoal fica meio “ai eu queria tanto ir na jam só que eu não sei fazer nada” ou “ah eu não tenho time”, o pessoal fica muito intimidado como se ir pra uma jam fosse um negócio que vai ficar todo mundo te julgando, esperando que você faça uma coisa maravilhosa e não é isso. Eu acho que todo mundo devia ir em todas as game jams que conseguir ir porque mesmo que você ficar lá sem fazer nada assim, só de você andar e conversar com o pessoal, ver o que que o pessoal tá fazendo, perguntar “pô como é que você tá fazendo isso aqui? Como é que você teve essa ideia?”, sabe? Isso já muda tudo assim. Então independente do seu, do que que você tá procurando eu acho que é legal ir e nessas públicas de Game Jam, Global Game Jam, em faculdade e essas coisas assim que é pra trocar informação mesmo. Eu em todas as jams que eu participei eu aprendi pelo menos uma coisinha que foi muito importante pra mim depois assim, então não conseguiria recomendar mais.

Kiliano Lopes: Então vamos encerrar esse vídeo por aqui. Você tem que jogar Kiki and the Monster e desenvolvedor você tem que ir numa jam. E é isso aí.

Descrição do Vídeo

Jogue Kiki and the Monster aqui:
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