Ilustração e Quadrinho Indie na CCXP
CCXP não gira só em torno de grandes produções, também tem muito conteúdo indie.
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Brão Barbosa: http://braobarbosa.com/
Hq Reparos: http://braobarbosa.com/reparos/
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Alan Carvalho: https://www.instagram.com/alan.ilustra/ https://www.behance.net/alanilustra
Monique & Raul: http://www.raultabajara.com.br/
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Transcrição:
Kiliano Lopes: E sejam bem-vindos à Comic Con Experience. A gente está aqui no Artists’ Alley que, basicamente, é a toda parte envolvendo ilustração e quadrinho independente aqui da Comic Con. Na minha humilde opinião é a melhor parte do evento, assim como a parte indie do do Pra mim é a melhor parte da BGS. Eh, obviamente eu sou suspeito para falar. Bem, e hoje a gente não vai falar tanto sobre jogo indie, a gente vai falar sobre outro setor indie que é muito parecido com o game independente, que é a parte de ilustração e quadrinho independente. Muita gente não conhece, não não entende direito como a cena funciona, eh e é bastante legal. Vale extremamente a pena dar uma conhecida. É uma das grandes pedidas para a Comic Con. Então eu vou entrevistar algumas pessoas e mostrar um pouco desse mundo para vocês. Só lembrando que estar aqui é um oferecimento do Masmorra Nerd, que é um site bem legal, site de um amigo meu conhecido, então é de extrema confiança. É um cara que sempre me deu apoio há muito tempo e eu só estou na Comic Con Experience graças a ele. Então, por favor, deem uma olhadinha no Masmorra Nerd. Tem muita coisa legal lá, tem muita coisa para poder enfeitar a sua casa. É bem maneiro. Vou deixar o link aí na descrição. Brão, você se considera um ilustrador independente? Como você se autodenomina, assim?
Brão Barbosa: Quadrinista. Por enquanto, todos os meus trabalhos foram independentes, mas eu não descarto a possibilidade futuramente fazer com alguma editora, não.
Kiliano Lopes: Certo. É porque no meio de desenvolvimento de game independente, basicamente, o conceito original de indie, que era você ter uma publisher, não tem mais, né? Então a gente tem desenvolvedores independentes hoje que têm uma publisher e beleza. Eu imagino que talvez seja mais ou menos isso com o quadrinho, né? Que o fato de você ter uma editora ou não, eh não não você não deixa de ser independente. É isso mesmo?
Brão Barbosa: Sim. Tem várias editoras que procuram artistas independentes e dão liberdade total para fazer o trabalho. E no caso, elas só só publicam e só distribuem, entendeu?
Kiliano Lopes: Certo. Hã e hoje você está aqui, né, na CCXP, né? Você está divulgando algum trabalho em específico, eh algum quadrinho recente?
Brão Barbosa: Sim. Eu estou lançando o meu terceiro trabalho, que é o Reparos, que é lançamento aqui, o primeiro evento que eu venho com ele. É um quadrinho que eu consegui o ProAC do ano passado e Então assim, também não é 100% independente, né? Eu tive esse incentivo, mas eu estou lançando só com esse apoio deles. O restante todo foi com com o trabalho meu e com a parceria de outros artistas independentes.
Hanna Seabra: Hã eu ilustro há muito tempo já. Que nem muitos ilustradores que estão aqui, desde criança eu estou rabiscando, mas eh profissionalmente assim já tem uns 10 anos. Eh eu sou tatuadora há dois eh e, cara, a Comic Con para mim está sendo uma loucura assim. É a minha primeira vez aqui, então está sendo a primeira feira eh onde eu posso expor os meus trabalhos de forma independente assim. Então está sendo uma experiência completamente nova para mim.
Kiliano Lopes: Sim. E eh tem muita coisa legal aqui. Eh eu te acompanho há um certo tempo no Instagram, igual eu tinha te falado, né? Eu adorei o do tempo da dos trabalhos que você fez com sereias, né? Eh super fofinho, entre aspas, assim, que eh algumas coisas um pouco creepies assim, tipo sereia com com o anzol preso na boca e tal. Eu acho Sim, eu acho sensacional. Mas falando um pouquinho da sua presença aqui no Artists’ Alley, como é que foi fazer parte disso? Como é que foi entrar aqui na Comic Con, sabe? Você recebeu um convite? Você que correu atrás? Como é que foi isso?
Hanna Seabra: Então, eh você Eu acredito que para a maioria dos artistas seja assim, você tem que se inscrever, preencher um formulário e aí ocorre um processo de seleção eh onde eles selecionam eh alguns artistas, né? Infelizmente não podem entrar todos. E foi assim que eu vim parar aqui. Eu mandei minha aplicação, não achei que eu fosse passar. Eh ano passado eu não mandei por medo de não ser aprovada. Esse ano eu juntei coragem e vim e fui aprovada. Eu estou muito feliz.
Kiliano Lopes: Ah, que bom. E você está gostando do feedback das pessoas aqui?
Hanna Seabra: Sim, sim. Eh eu não fazia ideia de como ia ser. Eu estava com medo de aquele medo que todo mundo tem, né, de: “Caraca, eu nunca vendi minhas coisas assim. Se só a minha mãe quiser comprar, não sei”. Eh mas o feedback está sendo muito bom. As pessoas são uns amores, muito receptivas, eh tanto para fanart, que sempre vende mais, como para trabalho original, que eu estou vendendo também.
Kiliano Lopes: Eh você se considera um quadrinista independente? Eh como você se se autodenomina assim? Como você se autodefine?
Alan Carvalho: Bom, eh como esse é o meu primeiro quadrinho, né, eu estou me aventurando ainda. Eu não não cheguei a fazer um curso de quadrinho, tenho algumas noções, mas eu ainda estou me aventurando. Então por isso eu não gosto de me denominar ainda como um quadrinista, né? Mais como ilustrador mesmo. Um ilustrador que está se aventurando por novos caminhos agora, né? Vamos E vamos ver onde é que vai dar isso daí, né?
Kiliano Lopes: Certo. E você está lançando o seu quadrinho, né? Eh qual é e ele é sobre o quê?
Alan Carvalho: Esse quadrinho aqui, chamado Meia-Lua, é a história de uma personagem que que ela é uma lutadora, né? Ela precisa encontrar ela para aprimorar aquela premissa assim, né, de que para aprimorar a habilidade, precisa encontrar fortes oponentes, né? E basicamente, se você olhar de cara assim, ela é inspirada no no Ryu, né? Isso daí não dá para negar, todo mundo encontra isso, né? E no decorrer da luta, né, vai acontece algumas coisas e tem uma virada no final assim que eu não vou falar para entregar.
Monique e Raul: Eh eu e a Monique somos alunos da FATEC de Carapicuíba do curso de Jogos Digitais. E e esse foi um projeto de conclusão do segundo semestre. E aí a gente falou assim: “Bom, a gente tem aula de empreendedorismo, a gente tem aula de programação”. Então a gente resolveu juntar tudo. A gente criou uma proposta nova e a gente falou assim: “A execução dessa proposta, tanto de empreendedorismo quanto de games, vai ser executada na Comic Con”. Então a gente juntou tudo, né, e fez essa grande proposta de um da desse jogo acadêmico ser apresentado na Comic Con e, ao mesmo tempo, ele ser um projeto de empreendedorismo, que é levar caricaturas para festas e eventos. Eu e a Monique desenvolvemos um jogo durante quatro meses. É um jogo que a gente fez os personagens, os sprites sem a cabeça e aí a pessoa vem aqui, a gente faz uma caricatura, encaixa a caricatura dela nesses sprites e ela sai daqui hoje jogando o jogo com ela sendo o herói do jogo.
Catharina Baltar: Eh eu lancei esse quadrinho o ano passado, o Cerúlea, e esse ano eu estou lançando um novo que é o Lacrimosa e os dois foram financiados pelo Catarse. Então é 100% independente, não tem nenhuma editora por trás. É, a parte de produzir o quadrinho é o mais difícil, né? E nas campanhas eu já tenho um número de seguidores, né, no Facebook, no Instagram. Aí eu falo, né, nessas redes sociais sobre as campanhas e o pessoal vai lá apoiar. Então, acho que o mais difícil mesmo é produzir o quadrinho. Eu faço com aquarela, né? Os dois são feitos com aquarela, que é uma técnica manual. Então tem que pintar, escanear, fazer os retoques no computador, botar o texto e eu que desenho tudo, eu que fiz o roteiro. Então é um trabalhão mesmo.
Kiliano Lopes: Hã mas falando um pouquinho sobre a a cena independente eh de quadrinho, né? Eh no caso quando a gente está falando sobre jogo independente, existe uma cena meio que o pessoal se conhece e eu acredito que não seja tão diferente de outras cenas independentes como música, né? E talvez quadrinho também, que é uma área que eu não estou tão aprofundado assim, gostaria até de saber um pouco mais. Hã como é que é a cena de quadrinho independente? Você teve apoio de mais pessoas ao seu redor? Você conhece outros quadrinistas independentes? Como é que é essa questão social entre os próprios quadrinistas?
Catharina Baltar: Ah, eh a gente se conhece, a gente se apoia, a gente tenta, né, divulgar o trabalho um do outro porque a gente que sabe bem, né, como que é difícil ser um artista independente. Então assim, eu vejo como uma comunidade bem integrada. Na minha cidade mesmo todo mundo se conhece, né? E os próprios quadrinistas tentam organizar eventos e feiras para a gente levar nossos produtos.
Kiliano Lopes: E esse foi o Artists’ Alley aqui da Comic Con Experience. Tem muita coisa legal. Deixa eu ver. Dá um pan aqui, espero que vocês não fiquem tontos. Tem Tem muito merchan da Toopain aqui, mais do que eu queria até. Hã acho que assim está bom. Hã vamos encerrar esse vídeo agora? Bem, então muito obrigado por acompanharem. Um agradecimento especial ao Masmorra Nerd, que sem eles eu não estava aqui, porque a Comic Con não me deu a credencial de imprensa. Mas é uma área Minha área preferida da Comic Con, sem dúvida. Eu acho mais legal do que qualquer painel ou mais legal do que vários estandes. Ó ó o o photobomb aí. Hã bem, e é isso aí. Muito obrigado e acompanhem o canal, inscrevam-se, façam essas coisas e deem os feedbacks aí nos comentários para continuar cobrindo eventos e mostrando cada vez mais áreas independentes legais que às vezes passam batido e a gente não conhece.
Descrição do Vídeo
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