#150 – Hotline Miami – com Li Fox
Podcast: Play in new window | Download
Transcrição:
Kiliano Lopes: Hotline Miami é um dos jogos mais controversos dos últimos tempos, por vários motivos, desde preconceito gráfico até a ultra violência que tá explodindo ali naqueles pequenos pixels, e eu tô aqui com uma convidada, Li Fox. Diga aí, quem é você e de que lugar da internet você vem?
Li Fox: Oi, eu sou mais conhecida como Li, Li Fox, mas meu nome é Eliana. Eu conheci o senhor Kiliano na Alvanista, se vocês quiserem me achar eu tô lá também, Li Fox, na Alvanista/lifox. Tem o meu Twitter também, que eu reclamo diariamente da vida e de coisas nerd, que é @li_dib. Tô aqui como convidada a falar desse jogo lindo que eu adoro e acho muito foda e todos têm que jogar.
Kiliano Lopes: Hotline Miami, eu conheci ele vendo num programa de TV de game, assim, bem aleatório. Foi tipo trocando de canal, vi o cara explicando, falei: “Caraca, que foda!”, ele parece um GTA 2, mas muito mais violento. E aí ele começa com uma trama que você não sabe o nome do personagem, ele começa a receber telefonemas anônimos, você não sabe o que tá acontecendo, de pessoas mascaradas, tipo TV Colosso, sabe? Com a cabeça…
Li Fox: Tipo TV Colosso.
Kiliano Lopes: É bizarro, né? Você ter a noção de que tem um cara com um taco de beisebol naquele prédio esmurrando todas as pessoas, jogando sangue pra todos os lados com a máscara de galo.
Li Fox: E ele faz isso meio que sem saber o porquê, né? Ele recebe o telefonema, vai… E dizem que você tem uma namorada ou uma garota, né? Você já vê no pôster, então o começo é assim: você vai atrás da sua namorada, você vai arrebentando a cabeça de todo mundo, estourando miolos, voando sangue pra tudo quanto é lado, de todos os jeitos, de arma, de arma branca, de na porrada, e aí ele vai desenvolvendo a história e você fica mais curioso porque você não sabe o que tá acontecendo, o que que vai pegar, o que que não vai. Se você termina o jogo sem pegar todos os secrets, todas as letras, você fica um pouco meio “que que aconteceu? que que não aconteceu?”, porque ele fica meio vago. Aí tem muita gente que não gosta por isso, tipo fala “ah, mas você não entende a história” porque, né, ele fica muito aberto. Aí se você pega e ele te mostra a frase inteira e você pega o segundo final, tipo explode a sua cabeça igual a dos personagens.
Kiliano Lopes: Caralho! Meu Deus! É, e tipo, esse é um jogo realmente nonsense, completamente nonsense. Ele é feito por um desenvolvedor, por dois desenvolvedores que um deles eu já falei de vários jogos dele aqui no canal sem saber que era exatamente ele. Ele é feito por duas pessoas, que é o Jonatan Söderström e o Dennis Wedin. O Dennis, ele é o cara que tá por trás de toda a genial parte musical de Hotline Miami, que é um capítulo à parte, porque a trilha de Hotline Miami… Eu já trabalhei muito ouvindo a trilha de Hotline Miami.
Li Fox: É uma arte à parte a trilha, assim. Fora todo esse lance de anos 80 que ele tem, todas essas cores neon, meu, a trilha é demais, assim. Eu também escuto à parte no trabalho, tem isso.
Kiliano Lopes: E o Jonatan, ele é o Cactus, é um cara de quem eu já falei várias vezes aqui no canal. E ele é um cara que tá por trás de Hot Throttle, Psychosomnium, Keyboard Drumset Fucking Werewolf. O cara é realmente surtadíssimo, eu acho que Hotline Miami tem muito da expressão artística do Cactus. Eu acho ele uma das expressões artísticas mais importantes da lista do 365 indies, então ele é uma amostra completamente indispensável pra quem tem um envolvimento mais íntimo com a arte.
Li Fox: A gente tá vivendo nesse mundo, né, super 3D da vida, e aí vem um joguinho que você bate o olho e fala “nossa, né, que simpleszinho, né?”. E aí você para pra olhar, ele é super cheio de detalhes, meu, funciona muito bem todas as cores, a explosão de cores que tem Hotline Miami, tipo joga todas as cores possíveis na sua cara e funciona, assim, perfeitamente. A jogabilidade dele, pra mim foi difícil jogar no PC, porque eu não tenho prática de jogar no PC, aí quando eu joguei no Play eu achei muito mais fácil, mas como ele é um shooter, né, praticamente, e ação, ele funciona mais realmente no mouse. Tem uma coisa que eu gosto muito, que é as máscaras em Hotline Miami, que cada uma te dá uma habilidade diferente, né? Que nem se você escolhe a do coelho você anda muito mais rápido; se você pega a da… Deixa eu ver… A da coruja, você consegue enxergar onde tão os secrets, né, onde tão as… Os pontinhos roxos que te dão as letras que formam a frase. E eu achei essa uma sacada muito legal do jogo, eu fiquei assim, falei “nossa, foi muito bacana, muito genial deles fazer isso”, fora que eu adoro animais, né, então…
Kiliano Lopes: Ah, com certeza! Muito chique, né? Faz todo sentido. Hotline Miami é um dos jogos mais importantes do meio independente dos últimos anos. Ele é completamente indispensável não só pra quem gosta de jogo independente, mas pra quem tem uma relação mais íntima de games e que acha que games vão além do simples entretenimento. Hotline Miami, ele tem pro seu PC a 17 reais no Steam, ele também tem pros consoles da Sony, o PS Vita e o PlayStation 3. E você tem que jogar Hotline Miami.
Li Fox: Já joguei no Mac, no PC, no Play 3, só faltou o PS Vita.
Kiliano Lopes: Ótimo! Boa sorte se for comprar.
Descrição do Vídeo
Jogue Hotline Miami aqui:
http://store.steampowered.com/app/219150/
Contatos Li Fox:
http://alvanista.com/lifox
https://twitter.com/li_dib
Site do Cactus:
http://cactusquid.com/
Inscreva-se no Canal :D
Curta: https://www.facebook.com/365indies
Acesse: https://365indies.com
Siga: https://twitter.com/365indies
Quem está por trás do 365 Indies:
Kiliano Lopes, web designer, 27 anos, Governador Valadares - MG
Entre em contato pelo e-mail:
contato@kiliano.com.br
Música da Vinheta: Super Meat Boy: Forest Funk
- Thank You Mr Baranowsky =)