#319 – Buta-chan’s Space Odyssey

3 de outubro de 2014

Transcrição:

Ultimamente eu ando falando muito sobre gênero aqui no canal. O Roguelike é um gênero que tem vários outros jogos independentes, como Rogue Light, Rogue Legacy, é então um gênero que é bastante explorado nesse nicho. O Risk of Rain também é um excelente indie que se encaixa nesse gênero. E também tem outros gêneros que são muito pouco abordados, que tão gêneros que tão em baixa, né? Como o jogo tático em tempo real. O jogo tático por turno ele foi assim um tempo até começar a voltar bem forte agora. E se tem um gênero que foi muito grande anteriormente, e hoje tá bastante em baixa, ele meio que só tá vivo realmente no mundo independente, é o clássico jogos de navinha, né? É o shooter 2D de trilha, que eu carinhosamente chamo como jogos de navinha, que é o mesmo nome que eu chamava desde a minha infância. E a gente tem alguns jogos que abordam esse gênero, que já apareceram aqui no canal, como Jamestown, que é um excelente game independente com uma trilha sonora caprichadíssima, recomendo muito vocês darem uma olhada. E o game de hoje ele é um jogo de navinha, que é o Buta-chan’s Space Odyssey. Por mais que a simplicidade dele engane bastante, esse jogo tem uma estratégia bastante complexa ali naquelaqueles pequenos detalhezinhos da simplicidade que ele tem. Ele é um game que foi feito pra GameBoy Jam, uma competição de fazer jogos de Game Boy que surgiu há um tempo atrás, que inclusive eu incentivei muito aqui no canal. Inclusive eu participei e várias pessoas que acompanham o canal também participaram. Eu resolvi escolher só dois jogos da GameBoy Jam pra poder apresentar aqui porque se eu fosse escolher mais que isso eu poderia fazer uma lista só desses joguinhos, porque foram excelentes projetos. Os únicos dois jogos que eu escolhi da lista pra aparecerem aqui por enquanto foi o Rogue Light, que é o jogo que ganhou a competição, e resolvi também escolher o Buta-chan, que ele é um jogo simples que consegue pegar os conceitos que foram daquela competição e conseguir colocar de uma forma bastante criativa, né? Um dos usos por exemplo é a cor, que eles foram bem claros, né? Que a única limitação de cor que eles iam colocar seriam quatro cores simultâneas na tela. Você podia até variar quais eram essas cores, desde que houvesse uma transição de tela entre essas trocas de cores como o Game Boy Color fazia, né? Ele realmente trocava a paleta inteira de cores, e que é o que esse jogo faz, né? Os personagens eles são em preto e branco, só que as o tom de fundo, né? A fase ela é feita apenas em dois tons de cores, que fica bastante legal, cara. O uso de quatro cores fica bastante inteligente, é um design bastante esperto. Eu achei bastante interessante te dá a sensação de que você tá realmente mudando de tela só que ainda assim mantendo aquelaquelas limitações de cores e não e você não sente isso, você não sente que tá ali por causa de uma limitação. É uma decisão mais artística do que uma decisão ligada à limitação de arte. Mas o principal aqui é o fator da jogabilidade, em que ele coloca ali no hud quatro cartas, né? Ali no topo, que são os quatro poderes que você tem. Esses poderes são definidos aleatoriamente, então você tem que usar eles inclusive exatamente na mesma ordem, o que te faz forçar a bolar uma estratégia exatamente pensando nos itens que você tem ali. E os itens eles são bastante diferentes um do outro, né? Um deles é uma onda que destrói os projéteis que tão vindo na sua direção, outro é um raio que dá bastante dano, o outro é uma espada que dá muito dano porém você tem que estar próximo ao inimigo. E exatamente usando esses poderesinhos aí de formas diferentes, com poderesinhos tão diferentes um do outro, você tem que planejar uma estratégia, por exemplo se se caiu aleatoriamente o item que é a onda que destrói projéteis e logo em seguida vem a espada, você se programa já, né? Você fala “ah, vou usar esse item aqui, ele vai destruir os projéteis, eu vou usar isso pra me aproximar do boss e atacar ele com a faca e tirar muito dano dele”. Só que caso você leve um dano, você perde uma dessas cartas, o que te faz ter que repensar a estratégia em um período muito curto de tempo. É um detalhe de jogabilidade bastante simples e é exatamente esse o ponto que eu bato muito forte aqui nos desenvolvedores que acompanham o canal. Muitas vezes a simplicidade ela é o ponto chave pra você fazer uma jogabilidade sólida, inteligente e bastante divertida, que Buta-chan’s Space Odyssey consegue acertar muitíssimo bem. E esse é um jogo brasileiro, né? Eu sempre fico muito feliz em trazer jogos brasileiros aqui pro canal. Quem enviou o game pra GameJolt foi a Lumi, só que o projeto ele é assinado por quatro pessoas, que é o Pedro, Luiz Gustavo, Caio e a Lumi, né? São as quatro pessoas que são responsáveis por esse excelente game. Então não deixem de conferir, ele é completamente gratuito e roda direto no navegador. Você vai gastar ali cinco, seis minutinhos jogando ele, então realmente é bem curtinho, é bem divertidinho ali pra você gastar aquele pequeno minutinho de procrastinação pra você dar um pulinho ali e conhecer esse excelente joguinho brasileiro descompromissado e simples, que é algo que eu bato muito aqui no canal, é muito bom começar com projetos assim e é muito bom você ver o resultado final disso. E também não deixem de dar uma conferida no próprio site da GameBoy Jam que tiveram excelentes jogos ali, tiveram excelentes jogos brasileiros, teve muito jogo brasileiro excelente. Eu recomendo você dar também uma olhada no vídeo que eu fiz sobre a GameBoy Jam que eu falo sobre alguns projetos brasileiros e mostro alguns deles ali pra vocês também. Então não deixem de conferir esse joguinho simples porém extremamente divertido. Você tem que jogar Buta-chan’s Space Odyssey.

Descrição do Vídeo

Jogue Buta-chan's Space Odyssey aqui:
http://gamejolt.com/games/shooter/buta-chan-s-space-odyssey/31587/

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