SuperHot – Review

3 de março de 2016

Transcrição:

SuperHot é o shooter mais inovador que joguei em anos. Realmente é incrível e surpreendente ver as cenas de ação sensacionais que você consegue fazer, que nem o mais badass ator de filmes de ação conseguiria. É simplesmente incrível te ver correndo ali entre as balas, lutando contra um cara, pegando a arma dele do ar, matando outro e você pega uma katana e parte uma bala no ar. E você consegue fazer tudo isso aí graças à mecânica muito original de que o tempo se move só quando o seu personagem se move.

E o protótipo desse jogo ficou muito conhecido quando ele ganhou um destaque absurdo na 7DFPS, né, que é uma jam que as pessoas fazem FPSs em sete dias. E desde esse dia ele começou a aparecer em vários canais de YouTube, ganhar bastante destaque, ganhou destaque aqui no 365 Indies, né? Eu fiz um vídeo dele, fiz um vídeo dele também quando eles resolveram abrir um Kickstarter para anunciar uma versão maior, né, no Steam. E isso que vocês estão vendo agora é exatamente essa versão melhorada aí à venda no Steam, uma versão realmente comercial, com muito mais fases e desdobrando muito mais essa mecânica, agora com armas novas, mecânicas diferentes, uma evolução natural daquele protótipo que a gente jogou alguns anos atrás.

Mas aí você deve estar se perguntando: “Kiliano, por que que esse vídeo é um review e não um Must Play?” O Must Play é aquela série clássica que eu faço aqui no canal, que eu sempre termino os vídeos recomendando e tal. E eu faço um review normalmente quando eu tenho muita coisa para poder falar desse game e normalmente pontos negativos que influenciariam diretamente na recomendação desse jogo. O que é o que eu tenho para falar aqui hoje. Nem tudo são flores em SuperHot, cara. O que é um problema aí que eu vou deixar para vocês resolverem, né, para vocês decidirem se vale a pena ou não, porque realmente é algo que varia do do ponto de vista de cada um. E antes de começar a criticar esse jogo, eu só queria deixar bem claro que é um ótimo jogo.

Só que a principal crítica que eu tenho para fazer a ele é praticamente um suicídio comercial, cara, pelo menos em em terras brasileiras, né, de um jogo que tem um modo história de duas horas de duração custar R$ 40,00. Fica extremamente fora do padrão até mesmo de jogo independente, né, que costuma ser mais curto e um pouco mais barato. É claro que esse é sempre um assunto delicado e nebuloso para a gente poder falar sobre a questão de tempo de duração de jogo, sobre nível de experiência e sobre valor propriamente dito, né. O valor é um conceito muito intelectual, né, não é Você não tá comprando um produto. Se SuperHot tivesse fosse simplesmente um produto, uma caneca, por exemplo, né, que você tem ali o preço de custo, você tem ali um custo da arte, frete, blá blá blá. E na verdade os games e vários outros tipos de mídia, né, até mesmo como o cinema, livros, são produtos intelectuais, sabe? Não é fácil você precificar isso aí. E é por isso que eu tô fazendo esse alerta aqui, né? É um jogo incrível. Sinceramente é um dos melhores jogos que eu joguei nos últimos tempos. E resta aí a você decidir se vale a pena colocar na balança ou não um jogo de duas horas de duração por R$ 40,00.

Claro que existem mais coisas para você fazer no jogo. Ele abre alguns challenges, ele abre alguns endless levels, né, para você sair matando inimigo, desbloquear novas fases e tal. Só que tudo isso eu vejo como um conteúdo extra, não faz parte assim do modo história, que é o grande ponto-chave desse jogo, que é o grande prato principal, com uma história completamente louca e surtada, que ele brinca com várias coisas. Até quem quem jogou o protótipo vai entender mais ou menos a pegada do SuperHot. O protótipo é de graça, tá gente? Deem uma chance aí. Eu vou deixar o link na descrição. Aí você joga o protótipo, vê se você gosta, vê se você quer mais disso. De antemão eu já falo: vale bastante a pena, só que é uma recomendação um pouco difícil assim. Então se você não ficar tão maluco assim, vale muito a pena esperar uma promoção. Eu vou avisar a promoção lá na fanpage do 365 Indies, então fiquem de olho, é importante.

E uma coisa que eu critico bastante em jogos AAA, em jogos blockbusters, né, os jogos feitos por grandes desenvolvedores, grandes produtoras, algo que eu critico drasticamente são downgrades que os jogos sofrem desde que são anunciados. Por exemplo, muito se falou sobre Watch Dogs quando ele foi anunciado na E3 e quando ele lançou ele teve um downgrade gráfico drástico assim. As pessoas olharam que aquele jogo que estava-se jogando era totalmente diferente daquele que tinha sido proposto. E é uma coisa assim mais ou menos acontece com SuperHot também, cara, porque quando eles começaram o Kickstarter, eu vou colocar aí na tela para vocês verem, né, vou colocar o um pedacinho do trailer do Kickstarter e um pedacinho do último trailer que saiu com o jogo finalizado, vocês vão ver uma abissal diferença gráfica, né, e de direção de arte. Realmente tá bastante diferente a versão final com a versão do protótipo que eles recomendaram no Kickstarter.

E se é uma coisa que eu critico tanto na grande indústria, eu não poderia deixar de criticar também na indústria independente. Claro que eles resolveram fazer esse downgrade com certeza teve um bom motivo, teve limitações, eles queriam talvez tornar um jogo mais acessível. Se o jogo tivesse aquela capacidade gráfica que a gente viu, provavelmente eu não conseguiria jogar no meu notebook hoje o que eu faço com SuperHot normalmente. Mas mesmo assim aí cai naquela discussão complicada ali do Kickstarter, né? A pessoa começa a vender uma ideia e ninguém garante realmente 100% que aquela ideia vai ser aquele ponto final ali que realmente vai ser vendido. Também é algo totalmente subjetivo que vocês aí vão colocar na balança para decidir se SuperHot é um jogo para você ou não. Para mim valeu a pena drasticamente, é um jogo incrível, mas talvez não valha a pena para todo mundo, então é bom manter a orelha em pé com tudo isso.

No mais, eu acho que SuperHot merece total gratificação, total louvor por ter colocado esse pé fora da curva tão forte, né, cara? Eu realmente tô torcendo muito para que ele comece a influenciar mais os jogos de tiro, né, que a gente vê no mercado, que normalmente são todos seguindo uma certa fórmula. Claro que a gente tá passando por uma época um pouco mais criativa atualmente, mas há alguns anos atrás a gente tinha uma quantidade absurda de shooters genéricos, muitas vezes copiados de algumas ideias de Destiny ou até mesmo de Minecraft, né? Existem vários shooters aí que copiaram algumas coisas de Minecraft.

E SuperHot, ele é um ponto extremo extremo fora da curva disso, olhando não só a direção de arte como a própria ideia do jogo, a própria jogabilidade e como ele consegue fazer uma ação extremamente badass e e mesmo sendo um jogo que teoricamente lento, né, que você se move só quando o tempo se move, você ainda sente todo o peso da ação e das coisas que você faz. E é extremamente gratificante quando você vê o replay em tempo real quando você passa de cada fase.

Ele é um jogo estranho, com umas ideias malucas e surtadas, que, sem sombra de dúvida, vale total a pena você ir comprar e se divertir com o seu jogo. Só coloque na balança aí, que eu não quero que você fique frustrado ao pagar um preço desse. Ele é, sem dúvida, um jogo que precisa ser jogado, você tem que jogar SuperHot, só que cabe a você decidir se você vai comprar ele agora ou se você vai comprar ele numa promoção, se você vai ter que esperar algum tempo, vai ter que esperar pelo menos um ano aí para ele poder entrar numa promoção bacana, mas, sem dúvida, é um jogo que vale a pena ser jogado. E é isso aí, obrigado e até a próxima!

Descrição do Vídeo

Compre aqui Super Hot:
http://store.steampowered.com/app/322500/

Jogue o protótipo:
https://superhotgame.com/play-prototype/

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Quem está por trás do 365 Indies:
Kiliano Lopes, web designer, 28 anos, Governador Valadares - MG

Músicas das Vinhetas:

Must Play: Forest Funky (Super Meat Boy)
Preview: Run (Canabalt)
Divine Combat (Binding of Isaac)
Ballad of Burning Squirrel (Super Meat Boy)
Track B (Gravity Hook)
Time Donkey (100 tacos)

Thank you mr. Danny Baranowsky

News: BeatBuddy Soundtrack

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