[review] Knights of Pen & Paper 2
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Transcrição:
Em 2013, eu conheci um dos mais carismáticos jogos de smartphone que eu já tinha jogado na vida, que é o Knights of Pen & Paper. É um game que foi feito pela Behold Studios, de Brasília, uma empresa que vocês já conhecem principalmente pelo Chroma Squad, né? Que é um vídeo que eu lancei recentemente aí. Então, convido vocês até a darem uma olhadinha aí. E, em 2013, eles lançaram a primeira versão do Knights of Pen & Paper, que é um jogo que cativou o meu coração. Eu fiz um vídeo dele aí, até entrevistei o Saulo Camarotti, que é um dos desenvolvedores do jogo, e eu fiquei de orelha em pé quando anunciaram uma sequência que não era feita pelos mesmos desenvolvedores do primeiro jogo. E, como um fã do clássico, né, eu não podia deixar de averiguar como é que era e vir aqui falar para vocês o que que eu achei. Eu tô fazendo um review porque eu vou falar dos pontos bons e dos pontos ruins desse game, não tô fazendo um Must Play por causa disso. Vou até dar uma aprofundada um pouco maior nas nas, eh, melhorias, né? Então, se você não conhece o primeiro game, eu convido vocês a darem uma olhada no vídeo do primeiro jogo. Eu vou estar linkando aí na descrição, porque eu vou fazer muitos comparativos com o primeiro game. Se você já conhece, continue porque eu tenho ótimas coisas para poder te falar.
Na verdade, eu vou começar inclusive pelas ótimas propostas que ele tem por, eh, pelo Knights of Pen & Paper 2 conseguir deixar algumas coisas mais complexas e mais relacionadas ao RPG de mesa ainda, mais do que o primeiro jogo fazia, né? Agora, além de você poder escolher a raça do personagem entre humano, elfo e anão, ele ainda consegue introduzir algo que é muito frequente no RPG de mesa, que são os testes de habilidade. Sempre quando a gente tá jogando e entra numa masmorra, a gente tá jogando RPG de mesa, né, o RPG de papel e lápis, e a gente acaba entrando numa masmorra, a gente não se depara só com combate, né? A gente às vezes tem que saltar sobre um buraco, perceber uma armadilha ao seu redor, tentar resolver um enigma e isso, no RPG de mesa, é colocado usando os testes de habilidade, né? O personagem rola um teste de percepção, se ele passar, ele percebe a armadilha e consegue desviar dela. E como introduzir isso em um jogo extremamente simples e minimalista como Knights of Pen & Paper foi uma solução incrível que eles colocaram, que é meio que cada personagem tem um atributo relacionado ao físico, um atributo relacionado à percepção e um atributo relacionado ao mental, né, a inteligência dele. E esses três atributos ele vai usar em testes de em testes de habilidade. Por exemplo, quando você vai ser atacado e tem chance de ser atordoado, você vai rolar um teste de físico. Ou quando você entra numa masmorra, pode rolar um teste de percepção para não cair numa armadilha, o que deixa um climão muito de RPG. E sim, nesse jogo tem masmorras e são incríveis.
Você realmente se sente jogando RPG de mesa. Cada vez que você entra na no cômodo de uma masmorra, o mestre descreve para você como é, descreve o que tem ali. Se tiver uma armadilha, você faz um teste de percepção para cair nela ou não. É muito interessante. Quando o seu personagem vai acampar, rola esse teste de percepção de novo. Isso incentiva você a manter o seu time sempre diverso, né? A você manter um guerreiro, um mago e um arqueiro ou um ladino no seu time para você poder cobrir meio que todas as alternativas ali muito bem. Ele agora coloca um sistema de equipamentos em que você pode colocar uma espada, um escudo, uma armadura, duas armas, isso no seu personagem, né? E você pode encantar essas armas, melhorar essas armas. Isso é muito interessante, é uma novidade que a gente não tinha no primeiro jogo, né? O primeiro jogo, os personagens eram meio que fixos ali nas suas próprias classes, só que agora você pode misturar isso com várias coisas, com equipamentos, misturar com raça. É muito interessante. Isso, sem dúvida, é um dos pontos mais criativos e interessantes desse game. Vou aqui só ressaltar o fato da masmorra, do quanto eu me diverti. Tem poucas no decorrer do game, né? Deve ter umas cinco ou seis no máximo, mas mesmo assim eu acho que elas ainda valem bastante a pena.
Mas a sequência, ela dá uma escorregada exatamente no que eu achava mais incrível no primeiro game, que são as referências, né? O primeiro jogo, cada cenário que você ia, cada diálogo que você tinha, era uma quantidade enorme de referências à cultura pop e às nerdices que a gente tanto ama. E isso é muito raro no primeiro nesse nessa sequência, né, no segundo jogo. Até as piadas mesmo não são tão interessantes, por mais que ele ainda continue com a metalinguagem de que você tá jogando um jogo dentro de um jogo, né? Que você tá jogando um jogo sobre pessoas jogando RPG. Então, os personagens ainda continuam quebrando muito a quarta parede, continuam muito falando sobre como é um jogo de RPG e sobre como as coisas… É aquelas piadas de que só quem realmente jogou RPG de mesa consegue entender, sabe? Só que eles vão até um pouco mais fundo nisso quando eles começam a fazer piada sobre evolução de versão de RPG, né? É como se o pessoal tivesse jogando D&D 3.0 e fosse passar para o D&D 3.5, aí tem que atualizar personagem, vem aquela discussão sobre qual versão que é melhor. Isso, o pessoal que joga D&D passa muito por isso, né? Que sobre muitas vezes atualiza: “Ah, D&D agora é o 5.0, mexeu nisso, nisso e naquilo, é muito diferente da quarta edição.” E exatamente esse conflito de edições, ele é o plot central ali da história, o que é bem interessante para quem viveu isso na pele, só que pode se tornar um pouco confuso para quem não é muito fanzão de RPG de mesa mesmo.
Ele também faz uma coisa que me desagrada bastante, que ele tenta introduzir o DLC, né? Ele já não é um jogo muito barato, você vai comprar ele por 5 dólares aí para smartphones, né? E ele você pode desbloquear classes novas e algumas outras coisinhas assim gastando mais um pouquinho de dinheiro, uns 3 a 6 reais ali. Se você colocar um pouquinho mais de crédito, ele já libera uns plus ali para você poder comprar com dinheiro de dentro do jogo. Eu acho isso meio mercenário, né? É algo que tá muito comum hoje em dia você comprar um game e ele ainda ter mais conteúdo para você poder desbloquear através de DLC. Eu não gostaria de ver essa prática no mobile e eu… mas, de qualquer forma, né, fica aí. Quem quiser comprar, pode comprar, mas é bom saber que tem. Mesmo assim, não é algo totalmente indispensável, é realmente um bônus, é o que o DLC deveria ser. Então, esses são os pontos que eu realmente não agradei muito, mas eu acho que vale a pena ressaltar que Knights of Pen & Paper 2 é um excelente jogo. É um jogo que respira RPG de mesa, é bem o que eu esperava de uma sequência, né? Eu meio que acho que ainda prefiro o original, não sei, mas as masmorras e os testes de habilidade me deixaram muito, muito satisfeito. Eu realmente gostei bastante. O jogo ele também tá mais equilibrado. As raças meio que… as raças e classes meio que tão um pouco mais equilibradas ali. Dá para você fazer uns combos bem interessantes, as classes são muito diferentes umas das outras. E, sem dúvida, é um game que você tem que ir lá dar uma olhadinha. Você pode pegar ele pelo seu Android ou para o seu iPhone por 5 dólares, né? No Google Play brasileiro custa R$ 13,63 mais ou menos. Futuramente ele vai ganhar uma versão no Steam, mas eu com certeza recomendo vocês jogarem no celular, que eu acho que é a plataforma que ele se dá melhor. Você tem que jogar Knights of Pen & Paper 2.
Descrição do Vídeo
Jogue Knights of Pen and Paper 2:
Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.paradoxplaza.kopp2
App Store: https://itunes.apple.com/us/app/knights-of-pen-paper-2/id901787752?ls=1&mt=8
Mustplay: Knights of Pen & Paper 1:
https://www.youtube.com/watch?v=p-W8Z6PCYaU
Trilha Sonora:
Knights of Pen & Paper 1 (Behold Studios):
http://beholdstudios.bandcamp.com/album/knights-of-pen-paper
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Thank you mr. Danny Baranowsky
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