Darkest Dungeon + Heriberto Estolano [mustplay!]

2 de setembro de 2015

Transcrição:

**Kiliano Lopes:** Vocês estão cansados de me ouvirem falar aqui o quanto eu prezo pela ambientação do game e que é uma grande referência no jogo que eu estou trazendo aqui hoje com o meu querido amigo Heriberto Estolano. Heriberto, diga aí: quem é você e de que lugar da internet você vem?

**Heriberto Estolano:** Olá, eu sou Heriberto, do Café com Games, né? Aquele podcast semanal onde a gente tenta manter ao máximo a periodicidade. E Darkest Dungeon foi uma das melhores surpresas que eu pude jogar esse ano.

**Kiliano Lopes:** É, caramba, cara! Eu eu realmente sinto a mesma coisa. É… É um tremendo de um jogo que eu estava de olho há bastante tempo. Eu quase comprei um Vita por causa desse negócio. O Heriberto, ele tá aqui hoje pra poder falar desse game principalmente porque ele faz parte do Patreon, né, Heriberto?

**Heriberto Estolano:** Sim.

**Kiliano Lopes:** Ele tá lá contribuindo com os 10 dólares mensais, eh, pra gente continuar mantendo o 365 Indies. E, eh, uma das conquistas era trazer ele aqui, como se eu já não tivesse trazido ele antes a troco de nada, pra gente poder falar desse game. Cara, eu vou te entregar o microfone, fala aí o que que é o Darkest Dungeon.

**Heriberto Estolano:** Basicamente, como você começou a falar sobre a ambientação, Darkest Dungeon é um game… Eu acho engraçado que geralmente você você acha que um jogo pra te dar um uma ambientação de terror, de medo, ele tem que ter aqueles gráficos realistas ao estilo Silent Hill. Mas não, ele tem um visual totalmente cartunesco, já que ele é produzido pela Klei. É, ele é publicado pela Klei, já que já é conhecida por Mark of the Ninja e outros jogos todos feitos em gráficos 2D com estilo cartunesco, mas ele consegue passar uma ambientação claustrofóbica e de muito muita tensão em cima, bem ao estilo Dark Souls. Inclusive, boa parte da mecânica desse game vai lembrar muito Dark Souls. Ele é um RPG do estilo dungeon crawler, de você explorar masmorras, até pelo pelo que o nome diz, onde você monta uma party que deve explorar uma dungeon que foi, eh, que que surgiu quando um um nobre começou a cavar o subterrâneo da sua propriedade em busca de tesouros. E ele acabou liberando um mal antigo de demônios de todos os tipos de classe, e agora aventureiros vêm de todas as partes do mundo pra tentar descobrir os tesouros que estão escondidos lá e enfrentar aqueles monstros que estão assolando a terra. Uma coisa bem Diablo, assim. E o mais o mais bacana dessa mecânica do Darkest Dungeon é algo que puxa do RPG Call of Cthulhu. Pra quem já pra quem não conhece o o RPG de mesa Call of Cthulhu, ele tinha uma uma mecânica que é a sanidade do seu personagem. Além de seu personagem ter pontos de vida, atributos, força, defesas, skills próprias, ele tem 200 pontos de sanidade que vão aumentando à medida que ele passa por experiências tenebrosas: quando ele lê um livro que tem alguma revelação, à medida que ele vai se assustando, à medida que você tem uma tocha que você não deve manter ela sempre acesa, se você se ela ficar muito apagada seu personagem perde sanidade com mais facilidade ainda. Quando essa barra de sanidade chega a 100, que é na metade, ele faz um teste de moral: ele pode ou ficar louco e contrair algum tipo de doença mental ou ele pode descobrir a sua motivação e se tornar alguém corajoso, alguém bravo, ou descobrir algum talento inato que ele tinha, alguma virtude que que ele não tinha. É mais fácil seu personagem morrer de ataque do coração porque a barra de sanidade chegou até o final do que morrer pela perda dos pontos de vida.

**Kiliano Lopes:** Pois é! E, nossa, isso acontece com uma frequência…

**Heriberto Estolano:** É absurdo, porque quando o personagem tá perto de morrer ele tá no que eles chamam de portão da morte, ele ainda aguenta algumas porradas antes de morrer terminantemente. Mas se o seu personagem chegar ao final da sanidade dele, já era: ele morre de um ataque do coração.

**Kiliano Lopes:** Cara, é uma mecânica muito sensacional, que, eu vou até citar aí o Ludobardo, querido Ludobardo, que dá uma narrativa emergente incrível! É, você criar suas próprias histórias ali, eh, com base nas experiências que os personagens vão vão tendo, né? Até por ser um roguelike, tudo é muito aleatório, né? As dungeons são aleatórias, os personagens que vão aparecer pra você são aleatórios, isso acaba gerando muitas histórias legais. Você você citou Dark Souls aí, e Dark Souls normalmente ele é ele é um nome sempre muito bem citado aí pra poder falar de alguns jogos bons pra caramba que tão tendo…

**Heriberto Estolano:** E que e que são difíceis.

**Kiliano Lopes:** É, tipo Shovel Knight, por exemplo, né? Você acaba ouvindo muito de Dark Souls. Mas eu vou citar aqui um outro jogo que não é indie, só que tem uma coisa que eu acho bem legal, que é também no no Darkest Dungeon, que é o Metro: Last Light. Toda vez que você vai sair do metrô e vai encarar o lado de fora, né, em Metro: Last Light, eh, ele consegue te dar uma ambientação tão intimidadora que você tem medo de sair do metrô, sabe? É a mesma coisa com Darkest Dungeon, só que pra você entrar em dungeons. Você tá com os personagens todos curados, todos com ponto de vida 100%, cheio de dinheiro, cheio de equipamento e, ainda assim, você tem medo de como você vai sair de lá.

**Heriberto Estolano:** Outro jogo que lembra bastante é o XCOM, porque você tem que você só pode levar quatro personagens por vez e, depois que aqueles personagens voltam da dungeon, eles tão machucados, eles tão cheio de de doenças mentais e até doenças físicas. Inclusive, teve uma uma atualização mês passado que separou doenças físicas de doenças mentais e você tem que ir em lugares diferentes pra poder tratar elas do seu personagem. Então, enquanto são os personagens que acabaram de vir de uma aventura, você tem que colocar eles pra tratar, pra recuperar a sanidade, você leva uma outra party de novatos pra uma outra dungeon. E tem dungeons mais fáceis, dungeons mais desafiadoras, e o risco de você perder uma party inteira por causa de um erro é muito grande.

**Kiliano Lopes:** É aquele negócio, né? Igual numa briga na vida real, sabe? O seu melhor estado, eh, o seu melhor estado físico e mental é antes de entrar na briga, entendeu? Sempre quando você entra numa briga, você vai sair perdendo de alguma forma, sabe? Na melhor das hipóteses, você sai igual você entrou. E Darkest Dungeon tem essa parada: o o melhor do seu personagem está antes de entrar na dungeon, sabe? Você vai sair dali ferrado.

**Heriberto Estolano:** Cara, tem que ser jogado. E, assim, você não pode desistir nas primeiras tentativas, porque você vai morrer pra caralho, você vai perder muita gente, você vai querer reiniciar o jogo várias vezes. Mas depois que você pega o jeito, você consegue se virar bem, eh, durante o jogo. Você ele começa a ficar menos incrivelmente difícil.

**Kiliano Lopes:** Sim, pois é, passa a ser só difícil pra cacete! É, então, como eu disse no começo do vídeo aqui, se você tem um PS Vita, é uma pedida obrigatória, assim. Eu acho que roguelike encaixa muito bem num num portátil. É, você pode comprar ele no seu PC por R$ 37,00. Se você achou caro, espere uma promoção, não tem problema. O que pode o que tem que acontecer é que você não pode deixar de jogar esse jogo, né, cara? Que ele consegue criar essa atmosfera tão tensa, né, cara? E você olha, são gráficos ali com um desenho com uma pegada um pouco cartunesca e tal, só que a ambientação em si é tão bem feita que te faz uma atmosfera totalmente intimidadora. E você tem que jogar Darkest Dungeon!

Descrição do Vídeo

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Quem está por trás do 365 Indies:
Kiliano Lopes, web designer, 28 anos, Governador Valadares - MG

Músicas das Vinhetas:

Must Play: Forest Funky (Super Meat Boy)
Preview: Run (Canabalt)
Divine Combat (Binding of Isaac)
Ballad of Burning Squirrel (Super Meat Boy)
Track B (Gravity Hook)
Time Donkey (100 tacos)

Thank you mr. Danny Baranowsky

News: BeatBuddy Soundtrack

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