Contradiction – Spot The Liar! + Caio Corraini
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Transcrição:
Kiliano Lopes: Contradiction é um jogo que vai te assustar logo de início por algumas características bem incomuns, né? Só que o mercado independente tá aí pra isso, tá pra gente pra surpreender aí com ideias bem fora do comum. E pra falar sobre esse jogo eu trouxe um convidado aqui. Querido convidado, diga aí quem é você e de que lugar da internet você vem?
Caio Corraini: Olá, personas! Aqui quem fala é Caio Corraini. Eu sou atualmente responsável pelo podcast Save Game, que na verdade não é um podcast, né, é um micro microprograma em áudio distribuído em larga escala na internet… porque podcast é o dos outros, o meu é esse. Também sou editor, né, de diversos programas como o Tecnocast, o Braincast, o Mamilos, né, então trabalhando pra caramba ali e tentando continuar a falar sobre videogame que é o que eu mais gosto, né.
Kiliano Lopes: Sim, você que acompanha o canal com certeza conhece o Caio Corraini de outros carnavais, outros sites. Cara, é muito bom continuar acompanhando você a escrever e a falar sobre coisas em vários podcasts aí. E, cara, é uma delícia trazer você aqui. Obrigado por ter aceitado o convite.
Caio Corraini: Eu que agradeço pelo pelo convite pra poder falar de um jogo tão estranho e que eu tenho certeza que as pessoas não iriam conhecer se a gente não fizesse, né, obrigasse elas a prestar atenção nesse jogo, né.
Kiliano Lopes: Não, pô, pois é, ele é um jogo que não alcança o grande público, assim como a maioria dos indies, né? Só que ele tem aquele apelo que parece ser muito pra nicho, só que mesmo sem você curtir tanto point and clicks ou ou outros estilos mais específicos, você vai acabar gostando. Então, Caio, eu vou te dar o microfone aí, por favor, fale aí o que é o Contradiction.
Caio Corraini: Contradiction: Spot the Liar é um adventure em FMV, né, que pra quem não sabe é Full Motion Video, então ele é um um jogo todo filmado, né, com atores, atrizes, eh, cenários reais. É um estilo de jogo, né, uma maneira de fazer videogame que não se utiliza mais tanto hoje em dia, né. E uma coisa que, na minha opinião, é extremamente charmoso, porque você vê pessoas e você interage com o cenário e todas essas coisas, mesmo que seja assim uma interação bem limitada, obviamente, porque não são coisas em 3D, né, desenvolvidas pra que você realmente mexa nelas e interaja diretamente, pelo fato de ele ser um adventure point and click, ele ele eu acho que ele se dá muito bem por ser em FMV, né, porque dá todo um charme. A atuação de todos os atores é boa e ruim ao mesmo tempo, não sei, eh, não sei explicar isso direito.
Kiliano Lopes: Eu eu gosto de falar que ela é ruim do jeito certo.
Caio Corraini: Exato. Principalmente do seu protagonista, né, o o detetive Jenks. Tipo, ele é muito canastrão, ele é muito, tipo, é é muito estranho assim, de você ele fala ele chega com as coisas assim, ele, ah, achei uma chave no chão, eu vou ter que perguntar dessa chave pros suspeitos do assassinato. E ele chega e fala: “Já viu isso aqui? Já viu esse aqui? Com certeza já viu. Certeza que você já viu”. E tipo, caralho, velho, nenhum detetive faria isso na vida, sabe? Só que ele tem um humor específico inglês que pra quem, por exemplo, pra quem já assistiu, o melhor exemplo que eu consigo achar é: primeira temporada de Doctor Who. É um humor muito daquele jeito. É um humor muito que ao mesmo tempo ele é escrachado, mas ele é contido. Então, eu não sei assim, o Contradiction ele é um jogo que me surpreendeu pelo fato de que eu não vi ele chegando em lugar algum, né? Eu não sabia da existência dele. Outra coisa que me surpreendeu bastante é que ele teve uma campanha no Kickstarter onde ele pediu 3.000 libras.
Kiliano Lopes: 3.000 libras?
Caio Corraini: Foi só. Que era só pra tipo pagar cachê dos atores e tal e só, sabe? Porque ele é realmente bem simples, tem uma, né, um HUD bem simples. É muito bacana assim você ver esses esses jogos que vêm do nada. E o Contradiction pra mim foi assim: ele chegou do nada, eu falei: “Não, cara, isso tá muito estranho”. Aí eu fui no Steam, comprei, tal, comecei a jogar, “Cara, isso tá isso continua muito estranho, só que é muito bom ao mesmo tempo”. Então eu não sei como que eu recomendo ele pras pessoas a não ser o seguinte: se você tá cansado, obviamente se você tá aqui no 365 Indies você já não é só um consumidor de AAA, então você já tem uma mente mais aberta, o que é uma coisa ótima. É, então eu recomendo se você quiser uma coisa muito estranha, muito fora do comum, muito específica, porque o Contradiction é isso, ele ele realmente, se você conhece adventures, você mais ou menos sabe como ele funciona. Ser um jogo totalmente em FMV hoje em dia é uma coisa que, na minha opinião, é muito corajosa.
Kiliano Lopes: Cara, o um algo eh que se até se aproxima um pouco quando você olha que meio que a mecânica principal do game é o interrogatório, né? Me lembrou vários pontos ali o L.A. Noire, em que você precisa interrogar alguém, discutir com alguém, eh e como o próprio nome sugere, né, Spot the Liar, que é achar contradições, né, pegar o cara em algum argumento falho dele ali. E a comparação com o L.A. Noire, né, que L.A. Noire teve uma puta tecnologia de captura de face eh pra transpor aquilo aí no universo 3D e tudo mais. E a grande crítica e a grande crítica aí desse AAA é que ele meio que tenta fugir um pouco disso colocando algumas cenas de ação, colocando algumas coisas assim que talvez não encaixem muito com a mecânica.
Caio Corraini: Sim. Mundo aberto e tal.
Kiliano Lopes: É, que talvez não encaixem muito bem assim com a mecânica proposta inicial do L.A. Noire. Cara, esse Spot the Liar faz isso de um jeito tão gostoso, que realmente eh se você você se sente ali conversando, sabe? Você se sente tentando ali eh eh pegar alguém no argumento. E precisa de um bom inglês, é recomendável aí que você tenha um inglês eh razoável, né? Mas caso você não tenha um bom inglês, vale a pena testar aproveitando aí que o Steam tem o sistema de reembolso, né? Se você não der conta você pode pedir o reembolso aí do seu jogo.
Caio Corraini: Né, ele é um jogo que, sei lá, dura umas 5, 6 horinhas, né? Você jogando sem muita pressa, explorando o cenário todo, falando com todas as pessoas com todos os itens. Então, eu acho que vale o investimento, sabe? Eu, particularmente, não gostei do final dele, porque eu achei um final meio aberto demais e, né, meio que: “Haha, a gente vai ter uma continuação”. A gente, poxa, podia, né, deixar uma história fechadinha, bonitinha e tal. Mas ainda assim, eu acho que ele vale totalmente o investimento do seu tempo e do seu dinheiro, mesmo que a quantia seja bem pequena, né? Porque por R$ 20 hoje você não compra nem um combo no McDonald’s.
Kiliano Lopes: É, verdade, verdade.
Caio Corraini: Então, vamos lá, né gente.
Kiliano Lopes: É isso aí. Então se você prioriza essa essa eh experiência completamente fora da curva, completamente diferente do normal aí que você tá acostumado, não deixe de conferir esse game. Ele tá por R$ 20 no Steam. Igual a gente falou, se você tem um bom inglês vale a pena muito dar uma conferida, é uma obrigação dar uma conferida. Se você não tem um bom inglês, por favor arrisque, qualquer coisa você pede lá o reembolso também não tem problema. E é isso aí, você tem que jogar Contradiction: Spot the Liar.
Descrição do Vídeo
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