Como foi a #GBJAM e porque isso é importante :)

22 de agosto de 2014

Transcrição:

Pra comemorar os 4.000 inscritos do canal, eu propus a vocês pra que todos nós participássemos da terceira Game Boy Jam, que é uma competição de desenvolvimento, que é algo que eu sempre achei bastante interessante, mas nunca participei. Então, foi uma experiência nova pra mim também. E eu tô fazendo esse vídeo aqui pra compartilhar não só um pouco das minhas experiências na Game Boy Jam, quanto mostrar alguns jogos que foram feitos nela, né? Todos os jogos que vocês tão vendo aí foram feitos na Game Boy Jam e boa parte do que vocês tão vendo aí são jogos completamente brasileiros, o que dá bastante orgulho.

O pessoal que acompanha aqui o canal entrou em peso. Eu não esperava que eu fosse ver 20, 30 jogos brasileiros ganhando espaço e tirando boas colocações lá. Inclusive, o meu jogo ficou em segundo lugar na jam, por uma grata surpresa. Depois eu vou fazer um vídeo falando mais sobre isso. Mas o caso aqui é que um dos objetivos desse vídeo é talvez esclarecer dúvidas, então qualquer coisa deixa aí nos comentários. Principalmente falar sobre a experiência de participar de uma jam e incentivar vocês a começarem a se expressar dessa forma, né?

Você não precisa ser um desenvolvedor pra poder fazer um game. Eu não sou um desenvolvedor, não pretendo fazer carreira, mas foi uma das experiências mais divertidas que eu já tive em questão de hobby, né? Em questão de produzir um conteúdo foi participar dessa jam. Pra quem ainda não tá habituado, jam é uma espécie de competição… Eu não gosto muito dessa palavra “competição”, né? Porque meio que não tem um prêmio assim no final das contas, em que você, em que as pessoas ali têm que fazer um jogo com limitações impostas previamente, né? Muitas vezes são limitações de tempo, limitações de temas. No caso dessa Game Boy Jam, as limitações são fazer um jogo pra Game Boy, numa resolução específica, com quatro cores e que tenha uma jogabilidade que funcionaria mais ou menos num Game Boy.

E aí as pessoas tinham 10 dias pra poder fazer esses jogos e saíram games sensacionais. Teve uma presença brasileira muito forte ali, mesmo não sendo uma jam brasileira. E eu vi desde caras que nunca entraram numa jam, né, assim como eu, não trabalham com desenvolvimento, ou até desenvolvedores que começaram a fazer seus joguinhos ali meio que de brincadeira, fazer experimentações, e tudo isso é muito importante. E eu convidei algumas pessoas que participaram dessa jam aqui pro canal, e eu gravei um audiozinho com elas aí, eu vou passar, compartilhando como foi participar dessa jam e como é participar de algumas outras jams também.

Porque uma das coisas que eu quero incentivar aqui no canal é esse tipo de expressão. Você que gosta de game independente, jogar não é o suficiente. É muito fácil, extremamente fácil você fazer um game hoje em dia e é mais fácil do que aprender tocar violão, mais fácil do que aprender a pintar, sinceramente. Então, eu acho que é uma das formas mais interessantes e autorais assim de você se expressar. E agora eu vou colocar algumas vozes de alguns amigos meus que participaram dessa jam e compartilham de um ponto de vista parecido com o meu.

Meu nome é Daniel SND. Eu fiz o… Putz, esqueci o nome do jogo, cara. Dave’s… É porque a gente teve vários nomes durante o processo, tá ligado? O último nome que eu escolhi acho que foi Dave’s Last Hope.

Ótimo, é esse mesmo: Dave’s Last Hope.

Já foi Last, Last Man on Earth, Last Chance of Dave, já teve vários nomes. Last…

É isso aí. E foi muito bom a gente ter começado esse vídeo assim, que é uma das coisas que as pessoas quando começam com o desenvolvimento, elas ficam meio com o pé atrás, né? Que vão com uma ideia, aí às vezes não conseguem fazer por termo técnico ou às vezes simplesmente mudam de ideia ou alguma coisa assim. E, cara, é a minha primeira jam, né? E como o projeto muda, né, cara? O projeto muda bastante assim com o decorrer da parada, tanto na ideia quanto até pequenos detalhes. O meu também foi a mesma coisa. Eu enrolei bastante pra colocar um nome nele, meio que foi a última coisa que eu fiz. Cara, mas fala mais um pouquinho. Como é que foi o seu projeto? Não é a sua primeira jam, né? Você já tá acostumado a isso. Fala um pouco sobre a sua história em desenvolvimento.

Eu comecei aprendendo o UDK há um tempo atrás, que era um projeto assim de um mês. Passei um mês trabalhando nisso até conhecer a minha primeira game jam, que foi a Ludum Dare. E nessa Ludum Dare eu aprendi realmente o que que acontece nessas game jams, né? A gente tinha 72 horas pra poder fazer um jogo. Eu nunca tinha feito um jogo completo antes. Meu projeto já tava já levado um mês e ia demorar muito tempo pra ficar pronto. E é isso que você tá falando mesmo, a ideia vai mudando. A gente começou com uma ideia meio ambiciosa no começo da jam. No segundo dia a gente já viu que a ideia ambiciosa não ia funcionar. A gente já mudou a ideia toda e no final a gente acabou conseguindo terminar com uma ideia simples, eficiente e que ficou muito legal. A gente levou até o terceiro lugar naquela Ludum Dare. E é isso. Eu acabei levando isso pra frente. As pessoas falam: “Não, você não vai fazer o GDD primeiro, fazer um documento com tudo?”. E eu: “Não, cara”. Eu acabo levando essa ideia da game jam pros meus jogos até mais longos. Então, eu não vou gastar um tempão escrevendo um documento que eu posso acabar testando as coisas que eu escrevi no documento e não deu certo. Eu vou fazendo o jogo nesse meio de game jam, nesse testar uma coisa, ver se ficou legal. Se ficou legal fica, se não descarta. E você vai meio que fazendo o jogo mais organicamente, eu diria.

Olá, galera, eu sou o SmilinStalker e eu já participei de alguns vídeos aqui. E eu também participei da da Game Boy Jam 3. Eu, que não tenho nenhuma, nenhum conhecimento profundo de desenvolvimento, muito menos conhecimento profundo de arte em geral, resolvi encarar esses 10 dias de desenvolvimento. Convidei dois amigos pra fazer, fazer uma equipe: o James Ribeiro e o Thomas Hoffmann fazendo a arte, o James me ajudando com a programação. E foram 10 dias bem corridos. A cada dia que passava eu sentia que eu aprendia mais sobre desenvolvimento. Foi foi muito louco.

É, você você não é um desenvolvedor, né?

Não, não. Eu eu vim com a ideia e com vontade de aprender programação, né? E, na verdade, foi muito legal. Foi muito legal saber que eu podia fazer o meu primeiro jogo. E eu acho que a a jam foi tão legal, essa jam, porque ela ela colocou um pequenas pequenas coisas pra ajudar, na verdade, pra quem tá começando. Porque o fato de ser um jogo de Game Boy, ser uma resolução baixa e poucas cores, pra outras pessoas podia parecer que era uma limitação. Mas pra quem tá começando é até algo pra gente dizer: “Não, a gente não pode passar disso, então isso vai ser a parte simples, a parte divertida”. E essa eu acho que essa foi a melhor parte: poder fazer em quatro cores, poder fazer em pouca, em baixa resolução, pensar nessa limitação. E eu acredito que isso que é o o a parte mais bacana de ser desenvolvedor, e eu pude provar um pouquinho disso nessa jam. E por isso eu achei ela tão legal assim.

Pô, sensacional. E o jogo que você fez, né, é uma coisa que que eu acho que faltou muito no Game Boy tradicional, que é o multiplayer local usando um Game Boy só, em que você faz a sua jogada, passa o Game Boy pro cara, o cara faz a jogada dele e por aí vai. Eu acho isso bem legal. Eu tenho vontade de jogar jogos assim de celular hoje. Isso no Game Boy seria seria muito muito bacana assim se realmente tivesse. E o que eu sempre falo aqui é a questão da expressão, né, cara? O cara começa a desenvolver pra poder se expressar. E você fez uma parada bem original ali, bem diferente de todos os outros.

É, eu eu quis fazer como se fosse um board game, né? Só que eletrônico. Que as pessoas pudessem se reunir na frente do computador ou do Game Boy ou do que for e elas pudessem jogarem, jogar aquela coisa juntas, né, no localmente assim. Achei achei muito bacana. Eu não esperava que fosse ficar tão bom. Eu esperava que que que no máximo fosse ficar alguma coisinha jogável assim, era o que eu esperava. Mas até onde alcançou nesses 10 dias, eu fiquei muito, muito feliz. Inclusive com o resultado. Eu fiquei na 59ª posição. Achei muito legal.

E aí, galera. Eu sou o Henrique. Eu tenho esse pequeno site e página no Facebook chamado Indie Cake. E a gente trabalhou no… Eu e o Saulo trabalhamos no joguinho Aliens Taste My Sword.

Sim, eu sou Saulo. Atualmente sou formado em Engenharia da Computação e tô tentando fazer o estudar a área de desenvolvimento de jogos. Aí atualmente tenho um blog que eu tô postando há alguns meses alguns alguns pequenos testes e protótipos. Aí quando eu vi a o anúncio da game jam no no site do CoBD/HUB, eu e eu vi depois o vídeo, posteriormente o seu vídeo, Kiliano, aí eu decidi também participar dela.

Digamos que a nossa di junta foi um aprendizado tanto quanto essa, mas digamos que o impacto de ter criado o nosso primeiro joguinho assim foi um foi incrível. Eu, como você disse, Kiliano, recomendo a todos que tão no meio de arte, design, programação a participarem de jams, que é um Você só tem a ganhar e não tem nada a perder, né?

Sim, também tem uma coisa. É, eu já participei de outras jams fora essa que ele citou. Foi a primeira que eu participei, foi agora no começo do ano, que foi a Global Game Jam, que teve aqui um evento na UFRN, né, que é a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Aí eu passei eu passei dois dias lá também trabalhando com o pessoal.

É, uma uma dica principal é é você colocar na cabeça que você não tem nada a perder. Mesmo que o seu jogo nem fique completo ou que tenha muitos bugs ainda, tudo é aprendizado e tudo vale a pena. E principalmente pra esse mercado independente, portfólio é um negócio muito importante. Então, você já começa uma jam e já começa a criar o seu seu pequeno portfólio, juntando pequenas coisas. E quem sabe participando de novas jams e aprendendo cada vez mais.

Então é assim que eu encerro esse vídeo. Eu convido todos vocês que são entusiastas de games independentes assim como eu a participarem de uma futura jam, né? Não precisa ser presencial, pode ser online mesmo, assim como foi a Game Boy Jam. Porque, acima de tudo, se expressar artisticamente com esse hobby que a gente tanto ama, né, que é jogar game, jogar jogos independentes, é uma das coisas mais legais que aconteceu nos últimos anos, esse facilitador do desenvolvimento, né? E se você, assim como eu, acha que os games são uma expressão de arte completamente autoral e singular, você tem que participar de uma jam. E é isso aí. Obrigado e até o próximo vídeo.

Descrição do Vídeo

Jogos apresentados:
Tim_:
http://gamejolt.com/games/platformer/tim/31441/

The Tale of Kelda:
http://gamejolt.com/games/platformer/the-tale-of-kelda/31446/

Archaeology Expert Dandy:
http://gamejolt.com/games/adventure/archaeology-expert-dandy/31814/

Dave's Last Hope:
http://gamejolt.com/games/platformer/dave-s-last-hope/31824/

Gaza:
http://gamejolt.com/games/strategy-sim/gaza-0-1/31178/

Tales of Naked Hills:
http://gamejolt.com/games/strategy-sim/tales-of-naked-hills/31148/

Ninja's Honor:Thirst for Vengeance:
http://gamejolt.com/games/action/ninja-s-honor-thirst-for-vengeance/31745/

Bite'n Rise:
http://gamejolt.com/games/platformer/bite-n-rise/31418/

Aliens Taste My Sword:
http://gamejolt.com/games/platformer/aliens-taste-my-sword/31067/

Cthulhu ate my Soldiers:
http://gamejolt.com/games/arcade/cthulhu-ate-my-soldiers/31755/

Conheça a Game Boy Jam:
http://jams.gamejolt.io/gbjam3

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