Dicas para ser um Youtuber de games indies melhor

13 de abril de 2018

Transcrição:

Bem, eu estou fazendo esse vídeo sem roteiro, assim como a maioria dos vídeos do 365 Indies, né? Não tenho nem uma lista aqui para poder consultar de tópicos. Basicamente, estou ligando o microfone e começando a falar.

Bem, eu estou aqui em São Paulo e toda primeira quarta-feira do mês tem um evento que acontece que é o SPIN. Ele acontece no Centro Cultural de São Paulo, se eu não me engano. É um lugar bastante acessível. No meio desse evento, que é um evento que expõe jogos independentes de um jeito até bastante informal, o que eu gosto pra caramba, sabe? Basicamente, o pessoal pode ir lá na frente, numa televisão, e apresentar o seu projeto de um jeito mais pomposo, né? Só que eu acho que o SPIN brilha mesmo quando as pessoas começam a tirar os seus notebooks das mochilas e colocar o controle na mão para as pessoas jogarem. Eu acho isso sensacional. Inclusive, eu levei um projeto meu lá. Qualquer um pode fazer isso. Basta levar o notebook e deixar as pessoas jogarem seus jogos e coletar uns feedbacks. É muito legal isso. É muito legal mesmo.

Durante esse evento, eu conversei com o pessoal, com alguns desenvolvedores, e chegou a informação que não tem muitos Youtubers que vão nesses eventos, sabe? Ou mesmo apoiam esses eventos um pouco menores. O meu canal é um ponto fora da curva mesmo, por uma questão de foco. Primeiro, que ele é um canal focado totalmente em jogo independente. Com o passar do tempo, eu acabei pegando um foco bastante grande naquele indie pequeno, sabe? Dificilmente você vai ver Cuphead – entre aspas indie, né? – que são esses jogos que não têm um orçamento de um Triple A, mas acabam recebendo muito apoio e grana também de grandes empresas. Esses projetos raramente vêm aqui para o 365 Indies porque eu acho que eles não precisam, sabe? Eu acho que o que precisa de espaço são jogos que têm uma ideia fantástica e, normalmente, pouco espaço na mídia tradicional. Então, são os jogos que eu costumo trazer aqui, né?

O caso é que eu estava lá no SPIN e vi que poucas pessoas, poucos Youtubers, com canais um pouco mais expressivos, vão nesses eventos ou conhecem esses eventos ou até mesmo poucos Youtubers conhecem os seus desenvolvedores ou meio que só arranham a superfície e acabam ficando naquele conteúdo um pouco mais tradicional, que claro que ajuda muito o desenvolvimento indie, mas você sabe que daria para ir um pouco mais a fundo, sabe? Então, eu resolvi fazer esse vídeo para falar de produtor de conteúdo para produtor de conteúdo sobre um pouco mais sobre desenvolvimento independente.

Bem, todos nós sabemos que jogos independentes são fodas e eu não poderia pensar diferente disso aqui. Obviamente, o meu canal, obviamente, eu sou muito suspeito. Mas existem coisas muito mais legais que eu acho que devem ser abordadas ou pelo menos conhecidas pela galera que produz conteúdo sobre indie, como fazer aquela recomendação clássica que eu gosto de fazer, que é você ir um pouco além de apresentar o jogo, como conhecer quem fez esse game. No meio indie, os laços são muito menores, então você simplesmente pode mandar uma mensagem no Twitter e conseguir conversar com seu desenvolvedor e fazer algumas perguntas para ele sobre o game, que talvez seja interessante para às vezes complementar uma review ou trazer um conteúdo a mais ou conhecer mais jogos sobre aquela pessoa, né? Eu gosto de pedir para todo mundo que acompanha tratar os jogos independentes como algumas pessoas tratam o cinema, né? Se você viu um filme que você gosta, às vezes você vai querer saber quem é o diretor ou quem são os atores ali que você gostou e procurar mais filmes através disso, né? E isso é bem legal. Às vezes você joga um jogo independente maneiro e aquele cara que fez aquele game tem vários outros sensacionais na bagagem que às vezes a pessoa não conhece ou passa batido. Então, talvez o primeiro apelo que eu deva fazer aos produtores de conteúdo que fazem vídeos sobre jogos independentes seria ir um pouco além nesse quesito, sabe? Às vezes se você está jogando um game que você gosta, não só procurar as prequels, né? Se a galera gostou do Momodora, por exemplo, talvez não só procurar o 1, o 2 ou o 3 e sim procurar quem são os criadores e quais outros jogos eles fizeram para ver ali algumas outras experiências que aquele desenvolvedor fez.

Uma coisa que eu acho legal também para a galera que produz conteúdo sobre jogo independente é fazer um jogo independente. Eu não sou desenvolvedor, né? Mas eu tenho um projeto ou outro ali feito. Eu tenho um jogo ali ou outro ali jogados, jogos simples, bobos, que rodam em navegador ou no celular. Mas eu acho muito legal quando você… Imagine que você é um cara que curte muito música e você produz conteúdo sobre música. É difícil você pensar que a ordem natural das coisas não vai ser você comprar um violão e tentar compor alguma coisa. E eu acho bem parecido isso com o desenvolvimento independente. Uma das coisas que eu prego bastante é espalhar que desenvolver games hoje em dia é um lance muito fácil, muito barato, e as Jams são uma prova disso. Então, talvez as Jams sejam ótimos pontos de partida para isso. Então, se você produz conteúdo sobre jogo independente, talvez participar de uma Jam seja algo interessante, cara. A gente tem softwares de graça, tipo Construct, sei lá, GameMaker, que são softwares muito simples. Ou talvez você nem precise aprender realmente a desenvolver e sim se juntar com uma pessoa que saiba fazer isso e você rabiscar alguma coisa. Eu não sou ilustrador também e faço o gráfico dos meus joguinhos. Você pode às vezes baixar um áudio pronto ou, muito melhor que isso, né? Chamar alguém para fazer o áudio para o seu jogo. É assim que eu participo das Jams, né? Chamo alguém para fazer o áudio, eu faço o resto e normalmente sai uma combinação muito assertiva e é sensacional.

Então são dicas muito simples para a galera que produz vídeo sobre conteúdo independente, cara. Que a gente tente entrar um pouco mais no meio. É claro que eu não estou me excluindo de nenhuma dessas dicas que eu estou falando aqui. Eu cometo vários erros, por exemplo, o lance de pesquisar os outros jogos que aquele desenvolvedor fez. É uma coisa que eu peco muito. Eu estou numa vibe pessoal atualmente de jogar muito jogo Triple A, cara. Eu estou jogando muito Sea of Thieves, estou jogando The Witcher. Então eu acabo, queira ou não, somos seres humanos também, a gente troca de fase aí. The Witcher é absolutamente sensacional. Então a gente acaba ficando bem em off assim. Acho que todos nós precisamos de um pouquinho de férias também, não só de indie vive o homem, né? Mas é bem legal a gente ter ali algumas dicas que eu acho interessantes, né? Que é tentar conhecer outros jogos daquele mesmo criador, tentar aproveitar que é o melhor do jogo independente, né? Que são os laços curtos com o desenvolvimento. Ou seja, dá para você ir lá no Twitter e chamar um desenvolvedor para conversar. Eu acho sensacional. Ou talvez abrir mais espaço no canal para uma entrevista ou para mostrar esse ponto de vista do desenvolvimento. Acho fantástico.

Mas o principal que eu acho, que eu acredito, que todo canal que fala muito sobre jogo independente e produz muito conteúdo sobre jogo independente, eu acho que esse cara devia desenvolver um jogo uma vez na vida, nem que seja para participar de uma Jam, que é uma coisa muito simples, uma coisa muito tranquila, né? Eu tenho a minha Jam, que ainda não tem a data fixa correta, e eu pretendo estabelecer isso esse ano. Por exemplo, tem a Jam do Jogabilidade, que é uma Jam super amistosa também, com tempo para continuar. Então, para todo mundo que produz conteúdo sobre jogo independente, eu deixo aqui o convite, né? De a gente entrar mais no meio do desenvolvimento, conhecer mais da cena do desenvolvimento independente. Para a galera que é de São Paulo, que é uma cidade bastante grande e tem muitos eventos ligados ao desenvolvimento independente, toda primeira quarta-feira do mês tem o SPIN, só procurar no Facebook, é bem legal. E para quem não é de São Paulo, por favor, procure na sua cidade se tem isso, cara. Procure no Facebook, procure entre os seus amigos. Por exemplo, tem o PONG, que é o Potiguar Indie Games aí para a galera do Norte, tem os seus eventos. Para a galera do Nordeste tem os seus eventos também. Procure na sua cidade para ver se tem alguma coisa relacionada ao desenvolvimento independente, que talvez tenha e você não esteja nem sabendo disso.

Então eu deixo aí o convite para todo mundo que produz conteúdo sobre game independente. Eu acho legal a gente conseguir encurtar mais esses laços e ir mais a fundo, conhecer mais o lado do desenvolvimento, entender mais como funciona a cena do desenvolvimento independente. Eu sou uma pessoa que está aprendendo isso tem pouco tempo, ainda tenho uma estrada longa pela frente aí, mas aos pouquinhos a gente vai chegando lá, cara, para poder entender melhor sobre o universo, sobre as dificuldades que é fazer um jogo, né? E entender um pouco mais sobre a cena. Então deixo aí o convite. Muito obrigado e até a próxima.

Descrição do Vídeo

Jogo do gameplay: Dandara

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