30 Fatos sobre Indies!

5 de maio de 2016

Transcrição:

Vocês já devem conhecer a tag 50 Fatos Sobre Mim, que foi bastante popular há muito tempo. Eu estou aqui atrasadíssimo para poder apresentar algo razoavelmente parecido com essa tag, né? Que, em vez de fazer 50 Fatos Sobre Mim, eu vou fazer 30 Fatos Sobre Indies, em que eu vou trazer fatos, curiosidades, *fun facts* e informações engraçadinhas sobre o meio independente e também sobre o 365 Indies, por que não? E é isso aí, vamos lá.

O canal 365 Indies Que Você Tem Que Jogar foi inspirado diretamente no livro 365 Indies You Must Play. É um livro gringo que entrou numa Humble Bundle, e por indicação de um amigo eu acabei comprando, gostando e tive a ideia de adaptar esse livro para o YouTube. Porém, eu não concordava com boa parte dos jogos ali e ainda achava que estava faltando muita coisa. E aí eu resolvi fazer um projeto original com muitos jogos diferentes da lista, mas a ideia principal ainda é essa. E nacionalmente falando, a minha principal inspiração foi a série Jogos Bons Que Você Não Conhece, do excelente canal A Colônia Contra-Ataca.

Shovel Knight tem um código secreto que você troca todas as palavras “shovel” e “knight” por “butt”, que é bunda, em todos os diálogos do jogo. Então, de Shovel Knight ele vira Butt Butt e todos os diálogos do jogo têm “butt” em alguma parte.

Out There Somewhere é um jogo brasileiro que a ideia é que o personagem principal tem uma teleport gun, que é uma arma que o personagem é teleportado onde o tiro acerta no cenário. Só que a ideia principal desse jogo era fazer um jogo que o personagem tivesse várias armas para poder usar. E a ideia de ter a teleport gun veio de um teste, né? O programador estava querendo testar o sistema de colisão e simplesmente colocou para o personagem teleportar onde pegasse o tiro. E vendo aquilo ali funcionar, ele achou a ideia promissora e resolveu transformar na ideia principal do jogo.

Continuando a falar sobre Out There Somewhere, ele tem versões em inglês, português, francês e um idioma português brasileiro zoado em que eles colocam os diálogos completamente loucos, como se tivesse sido falado por uma criança maluca da internet.

As principais inspirações para Hotline Miami é o documentário Cocaine Cowboys, o filme Drive e Alice no País das Maravilhas.

Hotline Miami foi um jogo extremamente pirateado no seu lançamento. E um dia depois que a versão pirata saiu, os desenvolvedores consertaram a versão pirata, corrigindo todos os bugs, simplesmente porque eles queriam que todo mundo jogasse a melhor versão do jogo possível, seja pirata ou não.

O jogo brasileiro Knights of Pen & Paper foi praticamente todo desenvolvido dentro da Livraria Cultura, porque a Behold não tinha um estúdio na época.

A desenvolvedora Supergiant Games, conhecida por jogos excelentes como Bastion, foi fundada por dois ex-funcionários da EA Games que estavam cansados do trabalho massacrante de uma empresa AAA. E eles resolveram montar seu próprio negócio de uma maneira criativa, saindo da EA e montando a Supergiant Games.

Vários outros funcionários da EA Games também abandonaram o barco em 2011, e eles fundaram a Red Barrels e fizeram o jogo Outlast.

Se você jogou Bastion, com certeza você lembra do narrador da história, que tem aquela voz incrível. E esse narrador, ele é amigo dos desenvolvedores, né? É um dos grandes motivos dele estar fazendo a narração. E o mesmo cara que faz a voz do narrador de Bastion é a voz da espada Transistor, no jogo Transistor. E a dubladora que faz a voz da Zia em Bastion também assumiu a voz da Red em Transistor.

Todo o vocal da trilha sonora de Transistor foi gravado dentro do armário do compositor Darren Korb. Sabe aquele armário americano que é praticamente um cômodo? Pois é, o armário tinha uma boa acústica e eles gravaram praticamente todas as vozes no armário.

Quando o jogo Super Meat Boy foi lançado, a PETA tentou processar o jogo porque se tratava de um pedaço de carne, né? E aí, de sacanagem, os desenvolvedores colocaram o Tofu Boy, que é o pior personagem da história do Super Meat Boy, que em vez de ser um menino de carne, é um menino de queijo tofu. E ele é tão ruim exatamente porque ele é malnutrido por não comer carne.

Por mais que muita gente pense assim, inclusive a PETA, o Super Meat Boy não é um pedaço de carne; o Super Meat Boy, ele é um menino sem pele.

Sabe a principal trilha sonora do 365 Indies? Pois é, ela é uma trilha do Super Meat Boy, é a Forest Funk, uma das primeiras trilhas que aparecem no jogo. E eu pedi autorização diretamente para o compositor, que é o Danny Baranowsky, que gentilmente me cedeu no Twitter.

Lembra de Flappy Bird, aquele sucesso absurdo que tomou conta de todo mundo há um tempo atrás? Pois é, é um jogo que rendeu 50 mil dólares para o seu único criador por dia. E, mesmo assim, ele resolveu tirar o jogo do ar alegando que era viciante demais e estava trazendo problemas para ele.

A primeira versão do ótimo jogo Don’t Starve foi feita em uma jam em dois dias, e era para ser um simulador de castaway, né? Praticamente um simulador de náufrago. Don’t Starve veio seis meses depois dessa jam, pelos mesmos desenvolvedores.

Falando nesse tipo de jogo, além do Don’t Starve, vários jogos indies surgiram de jams, como Octodad, SuperHot, Titan Souls. E além disso, vários jogos tiveram muito sucesso com protótipos, como o próprio Super Meat Boy. Então, sempre no lançamento de algum jogo interessante que você estiver de olho, vale a pena dar uma olhada no Google para ver se ele teve uma versão protótipo antes, para te dar aquele gostinho antes de comprar.

Falando um pouco talvez sobre o mais bem-sucedido indie de todos os tempos, Minecraft veio da fusão de dois jogos, que é o Infiniminer e Dwarf Fortress.

O primeiro nome que Minecraft ia receber era Cave Game. Depois, eles resolveram mudar para Minecraft: Order of the Stone e depois só para Minecraft.

A Mojang queria fazer um jogo de cartas chamado Scrolls, mas ela ameaçou receber um processo da Bethesda porque ela é a criadora do Elder Scrolls, né? O Notch achou isso um tremendo de um absurdo e não arredou o pé. Inclusive, desafiou a Bethesda para uma partida de Quake III. Quem vencesse poderia usar o nome Scrolls. Ninguém sabe se essa partida de Quake III realmente aconteceu, mas o que se sabe é que o Notch está usando o nome de Scrolls no jogo dele.

A Mojang sempre teve vários planos para poder implementar no Minecraft, e uma delas foi uma dimensão chamada Sky Dimension, que seria o oposto do Nether, né? Que é o meio que o inferno ali dentro do Minecraft. O personagem, toda vez que ele dormisse, ia ter uma chance mínima de simplesmente acordar nessa Sky Dimension. Aí, eles acabaram mudando de ideia e trocaram essa ideia pelo Ender, né? Que é o mundo do Enderman.

Por mais que não pareça, o indie de luta Skullgirls tem a sua história muito, inspiração baseada diretamente em Lovecraft e contos de horror cósmico, olha só.

O jogo brasileiro Oniken era para ter dois finais diferentes, né? Era para ter uma contagem regressiva no último boss. Caso você não matasse o boss a tempo, ele acionaria um exército de robôs e destruiria o mundo, e só sobraria o Zaku, o protagonista. Mas esse final acabou não rolando simplesmente por falta de tempo.

O jogo brasileiro Tcheco no Castelo do Sarney tem esse nome zoado obviamente para parodiar A Mônica no Castelo do Dragão. Só que a versão na Steam acabou ganhando o nome Tcheco in the Castle of Lucio. E esse nome para poder zoar porque ele sonoramente parece com Castle of Illusion.

O jogo Tcheco tem uns segredinhos bem interessantes, como o Didi do jogo Didi na Mina Encantada de Odyssey, ele aparece no jogo. E também tem um código, se você escrever “BABA BABY” no teclado, você ganha 30 vidas.

Falando em Tcheco, tem como você encontrar o Tcheco dentro do jogo Oniken e você ganha uma vida extra com isso.

Voltando a falar sobre Oniken, Oniken tem um trailer japonês bem interessante, só que, na verdade, o idioma falado ali é inventado, aquilo não é japonês. O cara simplesmente pegou o microfone e falou coisas que pareciam japonês ali.

Eu não costumo mostrar muito meu rosto aqui no canal por dois motivos. Primeiro que eu acho que o formato clássico não tem nada a ver, então eu simplesmente não faço. E o segundo é porque eu tenho vergonha, eu não costumo mostrar muito meu rosto em lugar nenhum. Mas estamos aí. Desculpe pela decepção se vocês esperavam outra coisa. Eu estou aqui direto dos anos 2000 com a minha jaqueta jeans. E é isso, talvez eu mostre meu rosto eventualmente em alguma situação quando eu achar necessário, ou não, não sei.

Se você jogou o jogo brasileiro Odallus, com certeza você lembra da fase da mina, né? Que você tem um carrinho de mina que vai para cima e para baixo. Pois bem, o desenvolvedor do jogo, Danilo, resolveu colocar uma fase que tinha um carrinho por pura preguiça de fazer level design. Ele não queria esquentar a cabeça como fazer level design e resolveu fazer uma fase de carrinho. E é por causa disso que essa fase existe. Só que o grande porém disso tudo é que essa fase deu um trabalho absurdo para ele, tanto em correção de bug quanto o próprio level design de uma fase de carrinho. E foi muito mais trabalhosa do que qualquer outra fase do jogo. Então, a fase que ele colocou por preguiça de fazer level design foi, de longe, a que deu mais trabalho para ele, tanto para poder fazer quanto para corrigir bugs. Foi um mês só corrigindo bug.

Undertale tem uma quantidade tão grande, tão grande de curiosidade e easter eggs que daria para fazer um vídeo de 50 curiosidades só de Undertale. Mas eu recomendo vocês a pesquisarem um pouco na internet, eu vou só dar um gostinho aqui de coisas mínimas e que talvez tenham passado despercebido ou não, né? Os personagens Sans e Papyrus são nomes de fontes, né? O Sans é Comic Sans e o Papyrus é a fonte Papyrus. E essas fontes são as que aparecem nos diálogos deles, né? As frases deles são com essas fontes que remetem ao nome deles. Se você alterar alguma coisa no jogo, tentar abrir o arquivo no Bloco de Notas e tentar mudar alguma coisa, tentar hackear o jogo, no começo do game, quando você entrar de novo, o Sans vai te chamar de “hacker sujo”. Entre vários outros pequenos detalhes sobre Undertale, vale a pena dar uma pesquisada sobre isso aí, porque são muitas curiosidades, muitos fatos. Se você jogou, tem muita coisa escondida ali para você ver.

Eu oficialmente ainda não decidi se o nome do canal é 365 Indies Que Você Tem Que Jogar ou 365 Indies Que Você Deve Jogar. Eu falo os dois jeitos diferentes o tempo inteiro, ninguém nunca percebeu ou contestou qual é o nome de verdade no canal. Sempre quando eu vou dar uma entrevista ou até falo o próprio nome dentro do canal, eu troco aleatoriamente, nem eu sei qual é o nome real, se é 365 Indies Que Você Tem Que Jogar ou Deve Jogar. Eu acho que o nome que está escrito no canal mesmo é Deve Jogar, mas até hoje eu não me decidi 100%.

OK, por que 30 fatos e não 50 fatos? É, a resposta é simples: eu consegui 30, eu não consegui 50. Eu queria 50, mas não deu.

Então, por enquanto é só. Obrigado por terem acompanhado até aqui. Compartilhe o vídeo com quem você quer compartilhar essas informações legais e preciosas. Obrigado e até a próxima.

Descrição do Vídeo

Acesse: http://365indies.com

Fontes:
Canal Lore in a Minute
Sites oficiais dos próprios desenvolvedores
Entrevistas
Wikipedia ¯_(ツ)_/¯

Veja a lista completa dos "365 Indies que você tem que jogar":
http://365indies.com/lista/

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Quem está por trás do 365 Indies:
Kiliano Lopes, web designer, 28 anos, Governador Valadares - MG

Músicas das Vinhetas:

Must Play: Forest Funky (Super Meat Boy)
Preview: Run (Canabalt)
Divine Combat (Binding of Isaac)
Ballad of Burning Squirrel (Super Meat Boy)
Track B (Gravity Hook)
Time Donkey (100 tacos)

Thank you mr. Danny Baranowsky

News: BeatBuddy Soundtrack

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