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My Friend Pedro – Análise

Sobre balé e bananas

19 de agosto de 2019

Imagine uma mistura de Max Payne, Equilibrium (sim, eu vou citar esse filme terrível), e uma apresentação de balé. Junte esses três distintos elementos e você tem My Friend Pedro.

My Friend Pedro é um shooter de plataforma com uma história completamente no sense que serve apenas como um background para você conseguir deslizar entre as balas e matar todo mundo, com estilo muito distinto. É fantástico jeito que você consegue saltar entre as balas, em câmera lenta, girar, ver todos os tiros passando por você, trocar de arma, aí conseguir fazer umas maluquices, tipo chutar uma panela para o alto, atirar nela, e ver o tiro ricochetear e acertar alguém, tudo isso de um jeito muito fluído, ágil e bastante acelerado. A ideia é bastante simples. Você é meio que acorda sem saber o que aconteceu e seu amigo Pedro, uma banana, te instrui a prosseguir e matar as pessoas.

É um jogo que ele apela muito para o no-sense e isso só acrescenta bastante no cenário. Mesmo ele te mostrando pouco sobre a história, te mostrando… Ele não tem esse aprofundamento Interessante, não tem uma história muito interessante, para ser bem honesto. Mas ele tá aí de fato para poder brilhar na jogabilidade.

Eu citei Max Payne no começo desse vídeo porque eu lembro muito bem do Max Payne 3, (sou muito fã da série Max Payne), mas o Max Payne 3 ficou marcado na memória pelas vezes que eu reiniciava as fases simplesmente pela cena de tiroteio não ter sido bonita. Eu podia simplesmente entra lá e matar os inimigos, mas eu reiniciava só porque eu achei que a cena podia ter sido muito melhor. E eu já me flagrei várias vezes acontecendo isso em My Friend Pedro.

Eu reiniciando aquela fase só pra conseguir fazer um ranking melhor ou simplesmente tentar fazer uma cena mais bonita, aproveitar mais desse potencial e é exatamente essa que é a proposta do jogo.

Bem, mas nem tudo são flores em My Friend Pedro. Eu acho que ele tem várias deslizes, principalmente nas fases em que ele deturpa um pouco essa ideia de agilidade, de fluidez, trazendo alguns meios que puzzles, para você poder resolver no meio do caminho. Isso quebra bastante o ritmo.

Mas eu acho que o principal dele é algo muito singular, que eu não costumo apontar muito tem alguns jogos, mas que nesse jogo eu senti um pouco, que é o excesso de mecânicas. Você tá alguns outros jogos aqui, como por exemplo, um que já passou aqui anteriormente que é o Blazing Chrome. Eu acho muito legal a foto dele simples e direto ao ponto, eu acho que só acrescenta muito no gameplay. Eu acho honestamente que o My Friend Pedro coloca algumas mecânicas que não precisavam estar lá, por exemplo a questão da mecânica de recarga, né? As armas tem munição, você precisa recarregar elas, e eu acho que isso interrompe bastante a fluidez do tiroteio que você está e você acaba tendo que gerir muito mais coisas do que você de fato deveria estar gerindo. Algumas mecânicas eu não acho que funciona muito bem como por exemplo, a de você dividir os tiros, né? Você tem uma arma na mão esquerda e outra na direita e você consegue mirar em inimigos diferentes.

Por mais que isso consiga trazer cenas maravilhosas, acaba sendo pouco recompensadoras no fim das contas. Tá certo que o jogo nada mais é do que uma batalha por pontos, além de você conseguir fazer gameplay bastante estiloso. Ah, mas porém às vezes você se flagra deixando de usar algumas mecânicas do jogo simplesmente porque eles não parecem ser vantajosas. Se você tem dois inimigos, você pode optar entre eliminar eles meio que na mesma velocidade ou você focar em um inimigo primeiro, eliminar ele primeiro para depois eliminar o segundo. E essa segunda forma que eu falei costuma ser muito mais eficiente. Eu acho que poucas vezes eu tomei essa decisão de dividir as armas que não fosse puramente estética e puramente pra fazer uma cena bonita, o que é algo meio particular meu e eu não sei se as pessoas vão focar exatamente fazer cenas legais, sei lá, eu só acho que o jogo ele tem muito mais mecânicas do que deveria ter. Então você vai se flagrar várias vezes tentando fazer um malabarismo com seu controle para apertar todos os botões que você precisa apertar e gerindo desde as mecânicas básicas do jogo, que é a movimentação e os tiros, até mecânicas avançadas como o ter o timing certo da esquiva, ou a hora certa de conseguir pegar uma cobertura, ou fazer um ataque melee ou usar algum item do cenário.

Ele ainda assim consegue trazer esse respiro totalmente diferente, uma mecânica bastante nova, né? Trazendo aí um sistema de física que é esquisito, mas ainda assim é bastante legal.

Isso sem sombra de dúvida torna a experiência de My Friend Pedro inesquecível.

Você vai demorar no modo história mais ou menos umas 4 a 5 horas, pode pegar um certo efeito replay, caso você queira conseguir pontuações melhores nas fases, e tudo mais, mas eu acho pouco provável.

E você pode comprar ele por 38 reais no Steam ou no Nintendo Switch por 20 dólares na loja asmericana.

Deixo aí essa recomendação é um jogo sensacional, se você não está tão animada assim, por favor, coloca no seu wishlist e compre na primeira promoção que você puder.

E você tem que jogar My Friend Pedro.

Steam:
https://store.steampowered.com/app/557340/My_Friend_Pedro/

Switch:
https://www.nintendo.com/games/detail/my-friend-pedro-switch/

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